A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 16/05/2020

Durante a Revolução Industrial do século XVIII, a classe de trabalhadores que sustentou todo o avanço da indústria - conhecida como proletariado ou operário - mobilizou-se, por meio de sindicatos, para exigirem mudanças no âmbito trabalhista, cuja a potencialidade era a exploração. Nesse sentido, foi necessário a união e participação à uma política de direitos para que consolidasse tal mudança diante do problema. Paralelamente, na contemporaneidade, o Brasil enfrenta um grande problema com relação a participação política do jovem, visto que a sua insuficiência participativa é fruto de uma educação deficiente do ponto crítico, bem como da falta de incentivos educacionais. Logo, tais fatores consolidam-se como entraves da política brasileira.

Em primeira análise, é mister destacar a importância da participação política em uma sociedade pós-moderna. No entanto, os jovens brasileiros estão cada vez menos envolvendo-se com assuntos políticos, gerando um retrocesso no que tange à democracia. Para o sociólogo Focault, a criação da biopolítica relaciona-se com o poder do Estado atrelado ao controle da vida. Dessa forma, quanto menor a participação do jovem, majoritariamente, no campo político, menor é a capacidade de uma sociedade obter mudanças, como por exemplo, exigência de direitos. Assim, é evidente que há uma falta de senso crítico e racionalismo na população jovem devido a estruturação de ensino que não fornece enfoque à área de humanidades em sua base curricular.

Em segunda análise, é importante ressaltar o quanto o jovem é desestimulado a participar do campo político. Dessa maneira, a falta de um mecanismo que trate de assuntos e da importância da participação da população jovem é o que agrava o problema, pois sem um recurso midiático expressivo dentro da escola não há motivação pedagógica em um público jovem. Diante disso, torna-se necessário um acompanhamento desde a educação básica, incentivando os alunos, para que não construa-se uma sociedade pautada na desestruturação política por falta de influência e participação.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação, a implementação de matérias como sociologia e filosofia na educação básica, por meio de uma reforma da Base Nacional Comum Curricular de ensino fundamental, para que os alunos tornem-se jovens mais críticos e ciente da sua importância e decisão na política. Ademais, é imperioso também, ao Ministério da Educação, a criação de um órgão capacitativo e pedagógico dentro das escolas básicas para estimularem os jovens na política, por meio de atividades extras de ensino, como arte, para alavancar os alunos ao meio político. Então, com essas medidas, tornaremos uma população jovem mais participativa e a biopolítica não será uma realidade da sociedade brasileira.