A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/05/2020

Aristóteles, pensador da antiguidade, defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana. Para o filósofo, sem a cultura e a sabedoria, nada separa a espécie humana do restante dos animais. Diante disso, na conjuntura dessa análise, destaca-se a importância da participação política dos jovens brasileiros para a construção de uma sociedade mais culta. Todavia, assegurar tal engajamento em um país que não existe educação política é um desafio para a manutenção da democracia.

Evidencia-se, a princípio, que a educação não abrange aspectos que englobam a política. Dentro desse ínterim, o sociólogo Émile Durkheim afirma que as instituições sociais são um conjunto de regras e processos padronizados socialmente cuja importância é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos pertencentes a ele. Nessa dinâmica, as escolas, materialização pública desse conceito, devem educar politicamente os estudantes, fomentando o engajamento social da juventude, para a construção de uma sociedade politizada, de maneira que busquem participar das decisões e discussões na esfera pública.

Outrossim, cabe analisar a luta histórica da juventude brasileira pela participação política. Visto isso, na década de 1980, o Brasil contemplou uma geração que cresceu em meio à ditadura militar se levantar e lutar pelo direito de participar ativamente da política do país. Hoje, a Constituição Federal é a concretização das constantes lutas dos jovens, garantindo, assim, a todo cidadão o agregamento na sociedade. Sob essa perspectiva, o engajamento político da juventude configurou-se como mecanismo para a garantia dos direitos fundamentais do corpo social e da efetivação da democracia.

Dessa forma, pode-se perceber a importância da presença política para o Estado democrático. Portanto, o Ministério da Educação deve, por meio de amplo debate entre Estado, sociedade civil e profissionais especializados, lançar um projeto educacional interdisciplinar, para ser desenvolvido em instituições educacionais, com o objetivo de manter a juventude engajada politicamente. Às escolas, cabe o desenvolvimento de debates engajados acerca da política no Brasil e no mundo, de modo que mantenha essa parcela da sociedade ativa nas discussões e decisões públicas. Posto isso, ampliar-se-á o exercício da democracia.