A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/05/2020
O Império Romano, dentro de muitas influências deixadas, sediou a democracia e consolidou voz aos seus cidadãos. Assim, após séculos, essa ideia política tornou-se de maior dimensão, haja vista que o surgimento de universidades, as quais os conhecimentos são propagados rapidamente, contribuíram em peso para que esse ideal fosse realidade. Dessa forma, os jovens brasileiros não somente são alvos do agir político, mas com frequência tem tomado inciativas e tornado notícia em jornais. Somado a isso, existem, como na maioria das sociedades, aqueles que se contentam com a forma a qual se vive e os que se posicionam mediante as mudanças.
Analogamente, na obra Modernidade Líquida, escrita por Bauman, um sociólogo, a sociedade é dividida entre aqueles que possuem conceitos de fácil manipulação e os que possuem fundamentos constantes e permanentes. Dentro disso, ao se tratar de uma geração a qual possui fácil acesso as informações, opiniões diversas sobre o governo brasileiro são propostas, principalmente nas redes sociais, de modo a persuadir alguns ao ponto de disseminar contentamento, ao passo que não se vê mudanças claras quanto ao bairro em que vive, a exemplo favelas, pois à luz do que se vive todos os dias a percepção de mundo para o mesmo não coincide aos dos demais. Contudo, torna-se claro que a classe com menos voz é também a de menor participação política.
Em concordância, o homem é uma estrutura em constante mudança, haja vista que um fator contribuinte é o de ser influenciado pelo meio onde vive, o que Durkheim chamou de fato social. Outrossim, ao olhar para a nação brasileira, nota-se a necessidade desde o princípio de se ter uma figura base, seja no cristianismo com a chegada dos português ou na sociedade indígena, a qual tanto uma quanto a outra o sacerdote é o possuidor de maior autoridade e voz. Dessa maneira, na realidade atual, ao passo que os jovens são influenciados dentro das universidades, escolas e redes sociais, a busca por ser ouvido e possuidor da verdade é tamanha, tendo em vista que não se conformam com as atitudes governamentais, seja de ordem presidencial e demais, levando-os as ruas para manifestar, como casos de paralisação por medidas de baixar o preço de passagens de ônibus.
Em suma, duas medidas deverão ser tomadas, a primeira será a de melhorar a perspectiva da população de classe baixa, por meio de panfletos entregues por agentes da educação nas escolas públicas lembrando-os que vivem em uma democracia e seus direitos devem ser ouvidos, fazendo-os agentes e não somente pacientes do meio em que vivem. A segunda, deverá ser a de propagar unidade ainda que não haja concordância ao votar, por meio de notícias nas redes sociais, para que assim somam-se o respeito ao próximo, conscientizando-os da beleza de se viver em comunidade.