A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/06/2020
No livro “Trono de Vidro” da escritora Sarah J. Maas, a protagonista Aelin tenta reivindicar seu trono, entretanto, apesar dela ser a opção certa, ainda é recusada pelo grupo de Lordes que governam o reino, sendo considerada jovem demais e inconsequente. Analogamente, no Brasil, a participação politica do jovem tambêm é negligenciada por conta da idade, mas principalmente pela ameaça que essa parcela populacional representa, visto que nosso sistema é tradicional. Entretanto, o futuro da politica brasileira esta justamente nas mãos das diversificadas futuras gerações, o que torna necessario a ampliação da participação desses grupos jovens, sejam eles de gênero ou etnico-racial, assim como a quebra da tradicionalidade na política, em que, maioria são idosos, brancos e ricos.
Uma das caracteristicas da época georgiana é o homem mais velho da familia cuidar dos assuntos politicos, essa concepcao patriarcal de que geralmente o homem idoso é mais sabio e apto no meio político repercute até os dias atuais. Entretanto, no mundo atual, a sociedade jovem também possui todos os meios para ser considerada sábia, porem, o sistema convencional já se firmou, e ele é rigido quanto a entrada do diferente, mesmo que caminhemos em um presente cada vez mais diverso. Desde a eleiçao do presidente Jair Bolsonaro, 65 anos, em 2018, o Brasil passa cada vez mais por transformacoes politicas, um exemplo disso é a maior proporção de militares como ministros do que a Venezuela, segundo o jornal BBC. Ao passo que essas alteraçoes governamentais acontecem, é cada vez mais preocupante o futuro do país, pois isso representa uma mudança ideológica que, claramente, diminui a participação ativa de mulheres, lgbtq+ e negros, que são maioria jovem, na politica, posto que, o Palacio do Planalto ocupa mais homens brancos, velhos e heterossexuais como nunca. Diante disso, vê-se a importancia da participação do jovem, pois eles são o futuro para um país livre de preconceitos e em que as pessoas diferentes possuam um lugar tanto na sociedade, quanto no governo.
Não obstante, a pluralidade nos espaços politicos, principalmente a participação jovial, é extremamente necessária, pois são esses indivíduos que possuem autoridade para discursar e representar as necessidades de seu grêmio e são eles que vão estar presentes no futuro. A Finlândia é um exemplo de país em que colocar uma pessoa relativamente jovem na política, é algo benefico, pois a primeira ministra de apenas 35 anos, criada por uma familia lbgtq+ que lidera uma coalizao com outras 4 mulheres, incentiva e representa o sexo feminino, viabiliza a aceitação de homossexuais e representa a parcela mais nova da sociedade, ou seja, é notório que em um espaço que foge de apenas homens e idosos no comando, também pode ser considerado viável. Ou seja, para que haja uma nação harmoniosa e solidária futuramente, é uma necessidade que jovens possam ser ouvidos, pois nós seremos os responsáveis pelo o que há de vir. É fundamental, portanto, que a população brasileira-jovem, mulher, negra e homossexual- proteste pela importância de sua voz, pois é necessário ser ouvido para que haja um futuro plural, por meio de manifestações sejam elas presenciais ou cibernéticas. Visando tanto a inclusão e troca de pessoas idosas por novas no governo, assim há um pouco de tudo, quanto a obrigação de direitos que cada grêmio merece.