A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/05/2020

No filme “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, três jovens descontente com o sistema de ensino, implantado em sua escola, decidem criar um grupo clandestino como forma de democratizar o conhecimento. Sendo assim, eles conseguem proporcionar mudanças positivas na escola. Fora do universo cinematográfico, a realidade da juventude brasileira é outra. Com o intenso crescimento da popularidade das redes sociais os jovens deixaram de sair às ruas para se manisfestar, ficando restritos a esfera digital. Desse modo, eles se inserem numa bolha social virtual que impede que grandes  mudanças sejam feitas.

Além disso, a geração Z (nascidos após os anos 90) é uma geração pouco ativa politicamente em comparação com a geração X (nascidos em meados da década de 60) que teve movimentos que surtiram grandes feitos na democracia vigente no país, como o movimento contra a ditadura militar brasileira que ficou conhecido como “Diretas já!”. Logo, a participação da massa jovem em movimentos populares é de grande importância e é um dos motores que fazem a manutenção da democracia.

Ademais, o engajamento através das redes sociais é pouco efetivo em comparação com movimentos nas ruas, ao contrário disso utiliza-lá como ferramenta de mobilização do mundo físico é mais eficaz, como exemplo disso os protestos populares que ficou conhecido como “15M” e “30M”, respectivamente, que foram contra os cortes na educação, que ocorreram em maio de 2019 e foi organizado através das mídias sociais com apoio desde professores e alunos até políticos. Portanto, somente quando se junta a internet com movimentos populares, a mesma se mostra de grande valia para a população, com a sua velocidade para disseminação de informação consegue atingir um número maior de pessoas.

Dessa forma, todos os fatos abordados contribuem de forma comprobatória a necessidade de mais indivíduos politizados, principalmente a parcela jovem da sociedade que corresponde a um terço do eleitorado brasileiro que carregam consigo o poder de decidir quem será os novos representantes e para se alcançar tal feito e visando um resultado a longo prazo: o Ministério da Educação (MEC) junto com a Receita Federal deverá encaminhar uma parcela maior dos impostos arrecadados para se introduzir palestras e atividades nas escolas com temas relacionados a importância da participação política efetiva. Como também, cabe ao MEC criar uma pasta que cuide para que isso ocorra de fato. Por outro lado, o Governo deverá  criar comerciais com o mesmo tema das palestras escolares que será transmitidos através de vias midiáticas com intuito de atingir uma gama maior da população.