A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

No livro “Em Chamas” de Suzanne Collins, é retratado um futuro distópico em que a Capital exerce uma ditadura tirânica sobre 12 distritos que são constantemente oprimidos de seus direitos. Ademais, a jovem Katniss Everdeen, após desafiar a Capital quebrando as regras dos Jogos Vorazes, inspira levantes nos distritos contra a opressão da Capital. Por consequência, Katniss Everdeen se torna símbolo de uma grande revolução, faz nascer esperança em um país disposto a lutar por seus direitos e se livrar da opressão. Não distante da ficção, no Brasil contemporâneo, o descaso com a educação e com os direitos dos trabalhadores, faz com que universidades públicas sejam ameaçadas e os direitos dos trabalhadores negados.

Primeiramente, desde a fundação da União Nacional dos Estudantes em 1937, é o principal órgão de representação dos jovens estudantes universitários brasileiros na luta por melhores condições no âmbito educacional. A exemplo disso, no Brasil contemporâneo, por conta de manifestações organizadas pela União Nacional dos Estudantes, segundo a apuração da Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação, mais de um milhão de pessoas, dentre eles estudantes, foram as ruas em defesa da Educação e contra o contingenciamento de 30% do orçamento de gastos discricionários das universidades, que por consequência, faz com que universidades sejam afetadas com a proposta feita pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Outrossim, vale salientar a Consolidação das Leis do Trabalho sancionada por Getúlio Vargas durante o Estado Novo no Brasil, uma lei referente ao direito do trabalho e ao direito processual do trabalho, garantindo os mesmo para a classe trabalhadora. No entanto, no Brasil contemporâneo, os direitos trabalhistas estão sendo ameaçados pela reforma da Previdência, que tem como principal objetivo reduzir as despesas da Previdência, ela reduz o valor dos benefícios e atrasa a aposentadoria da maioria dos trabalhadores urbanos do setor privado e dos servidores públicos federais.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, é preciso intervenção do Estado junto do Ministério da Educação por meio de programas que invistam melhorias nas estruturas das universidades públicas, para que as mesmas continuam em funcionamento e visando um ensino democrático. Além disso, é necessário que o Estado garanta por meio Ministério do Trabalho, que a lei da Consolidação das Leis do Trabalho sejam impostas na nova reforma da Previdência, para que nenhum trabalhador tenha seus direitos negados.