A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/05/2020
A Constituição Cidadã assegura os direitos fundamentais do indivíduo, entre eles a cidadania: participação do sujeito na construção da sociedade em que vive, votar, ser eleito, filiar-se a partidos, protestar etc. Apesar de o exercício da cidadania ser pilar da Democracia, percebe-se a ínfima participação política do jovem no Brasil contemporâneo, seja pela descrença na eficiência desse sistema, seja por estarmos em uma Democracia Delegativa. Em primeiro lugar, quando se analisa a história do Brasil, percebe-se que nosso país teve e tem fatores propícios para desenvolver-se. Contudo, a parcela majoritária da população nunca teve uma boa qualidade de vida. Houve o Ciclo do Ouro no Centro-Oeste, cultivo do café no Sudeste, produção de açúcar no Nordeste, extração da Borracha no Norte. Na contemporaneidade há a industrialização, elevada produção agroexportadora, fluxo turístico, extração de petróleo etc. Somos a nona economia mundial e apenas uma pequena elite tem seus interesses atendidos. Desse modo, como esperar que os jovens, ao estudar a história do país, acreditem que a política é a expressão da cidadania e tenham interesse em serem politicamente ativos? Acrescente-se que, assim como defendeu o politólogo argentino Guillermo O’Donnell, na América Latina, a Democracia é Delegativa. Ao votar, há ênfase na figura do sujeito que está sendo eleito e não em suas propostas. Logo, após a vitória na eleição, o representante do povo é “esquecido” e suas ações são legitimadas, como se a vitória eximisse a responsabilidade que o político tem com a sociedade. Portanto, para que haja uma Democracia fundamentada na cidadania e um país com uma boa qualidade de vida, os jovens também tem de estar ativos na política. Além disso, é preciso que além de votar, a população: acompanhe assiduamente as decisões/medidas governamentais, proteste e exija que seus direitos sejam cumpridos; afinal os políticos devem ser verdadeiramente representantes do povo. Para tanto, é preciso que o Ministério da Educação inclua na Base Nacional Comum Curricular das escolas públicas e privadas a disciplina de Cidadania, na qual serão estudados os direitos/deveres dos sujeitos e o que é cidadania, pois cidadãos conscientes e responsáveis constroem uma pátria melhor para todos.