A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 29/05/2020
A luta pela voz política do jovem contemporâneo
A é uma fase de grande anseio por mudança e criatividade e por isso, o jovem sente a necessidade de participar do processo de mudança de seu futuro, incluindo seu futuro como cidadão, e daí surge a importância da participação do jovem na política de seu país. Entretanto, a contemporaneidade carrega uma bagagem de inovação que diverge da política tradicional, fazendo com que haja interferências na comunicação entre o jovem e o governo.
A participação política em Atenas era a atividade mais nobre e bem vista pela sociedade. Contudo nota-se claramente a degradação que vem sofrendo o significado de política com o entrar dos séculos, visto que atualmente muitas vezes é motivo de repúdio qualquer ligação com política.
A descredibilidade do governo brasileiro afasta cada dia mais a política da sociedade, e o jovem, como protagonista do futuro do país, apesar de compreender sua importância de participação, também acaba se afastando, mas não por fugir das lutas e discussões, mas sim por fugir do sistema partidário.
Com as manifestações de junho de 2013 ficou claro que a juventude não se sente representada por nenhum partido político. A falta de um foco partidário em manifestações que em grande parte foi organizada através de redes sociais, acabou por inaugurar um novo modelo de participação e luta política. E apesar dos pontos positivos desse novo modelo, como o impacto que as redes sociais têm para mobilizações, se não houver uma reforma do sistema político todo, não haverá nunca uma comunicação efetiva e eficiente entre os jovens e o Estado.
É de extrema importância uma conexão verdadeira entre as manifestação do jovem e o governo, e para que essa comunicação possa acontecer, deve ser criada uma organização devidamente responsável por ser o canal de interlocução entre os dois lados. Entretanto para que os jovens e futuros jovens tenham conhecimento da importância de seu papel nessa participação, instituições como a imprensa deverão criar programas interativos de incentivo e informação ao jovem, nas escolas públicas e privadas do país.