A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/05/2020

Os direitos políticos são de suma importância para o desenvolvimento da democracia brasileira, pois expressam o poder do povo no Estado democrático de direito. Nesse âmbito, cabe analisar a participação política dos jovens no Brasil contemporâneo, visto que essa faixa etária é fortemente afetada pelas transformações no universo da participação. Assim, é necessário compreender o conceito de participação política para a geração Z e o papel dos novos meios de comunicação nesse processo.

Conceber como a sociologia política define participação é fundamental para investigar tal prática na juventude, já que ela não está restrita apenas ao momento eleitoral. Apesar das eleições diretas constituírem um grande marco na construção democrática brasileira, diversas outras ações políticas tornaram-se necessárias e, hoje, esse conjunto é bastante amplo: além de todas as ações destinadas aos funcionários governamentais, elencam-se também atos não necessariamente direcionados ao governo, mas sim a um resultado político desejado. Nesse sentido, todos os jovens que influenciam ou tentam influenciar a distribuição dos bens públicos exercem participação política.

Ademais, a transformação comunicacional com o apogeu da era digital também influenciou o engajamento político dos jovens no Brasil contemporâneo, no que tange desde o momento eleitoral até o ativismo político. As redes sociais, por exemplo, atuam como importantes ferramentas de participação, uma vez que permitem conhecer os candidatos, as suas propostas e acompanhar a atuação política durante o mandato, o que permite escolhas conscientes. Outrossim, possibilitam o ciberativismo, um fenômeno relevante nas práticas de engajamento político, posto que facilita a mútua disseminação entre os jovens de ideias referentes à administração dos bens públicos.

Logo, compete ao Ministério da Educação garantir que os jovens desfrutem conscientemente de seus direitos políticos. Isso deve ser feito através da criação de um componente curricular responsável por tratar de tópicos fundamentais de política para o cidadão. Assim, todo jovem, independentemente da área de atuação profissional escolhida, concluirá o ensino médio apto a cumprir sua função social no tangente à manutenção e aperfeiçoamento da democracia brasileira.