A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/05/2020

Segundo estudos da área da psicologia a essência humana é a cooperação, uma capacidade que as sociedades possuem de se unir em prol de um bem comum. Essa união do corpo social é imprescindível quando o assunto é política para que assim haja maior engajamento. Entretanto, no contexto brasileiro atual, muitas pessoas se abstêm de participar da política, principalmente os jovens. Desse modo, o país enfrenta desafios para conseguir crescer politica e socialmente.

A princípio, sabe-se que a maioria dos jovens são apáticos e descrentes com a administração do Brasil. Diante dos vários escândalos de corrupção e das negligências do governo com muitas áreas da sociedade, a população juvenil perdeu o interesse de participar e opinar na vida pública. E, tendo em vista esse cenário, faz-se necessário que haja uma educação política para esses indivíduos, para que possam entender a política como algo sobre direitos e deveres e assim, entendam como se posicionar e como cobrar ações dos seus representantes. Dessa forma, toda a sociedade se beneficia e participa ativamente do próprio mundo.

Além disso, é válido ressaltar o quão perigoso é abrir mão do compromisso político. Segundo o dramaturgo francês Phillippe Destouches os ausentes nunca têm razão e é diante dessa perspectiva que o jovem brasileiro deve perceber que se ausentar o fará perder qualquer poder de transformação, visto que a sua reclamação sobre os problemas é em vão quando se escolheu não ajudar a resolvê-los.

Assim sendo, deve-se notar que a política está na praça pública, na biblioteca, na escola e em vários outros setores da sociedade que esse jovem frequenta e a partir dessa percepção entender que ele é uma parte muito importante de um todo e por isso, deve cuidar do seu meio e cobrar mudanças ou melhorias quando houver necessidade.

Portanto, fica claro que a participação política dos jovens é de muito valor e necessita de estratégias que fomentem mais esse engajamento. Para isso, além da educação política das crianças e adolescentes e da tomada de consciência de cada indivíduo, é preciso que as mídias sociais usem sua influência para tratar de assuntos políticos, não só nos jornais, como também nas novelas, filmes, propagandas, entre outros, pois com sua capacidade de chegar a diversos setores da sociedade pode gerar informação e também conhecimento. Ademais, mergulhados em um mundo virtual e tecnológico, os jovens devem usar das redes sociais para expor opiniões, debater e organizar manifestações, o que significa estar mais envolvido e empenhado em participar da política. Assim sendo, a essência cooperativa e participativa das sociedades estará sendo experienciada mais plenamente.