A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/05/2020

Todos por todos

Na Grécia Antiga o direito ao voto era particularidade de homens, filhos de atenienses e maiores de 25 anos, essa foi a primeira forma de democracia já registrada no mundo. Anos depois, datado no começo do século XX, foi conquistado em algumas partes da Europa o direito ao voto para mulheres e para maiores de 18 anos. No Brasil o voto surgiu desde sua colonização, sido registrado por volta de 1532 na Câmara Municipal de São Vicente, sendo restrito a um pequeno grupo (homens brancos e maiores de 21), nunca foi dado muita oportunidade aos jovens em governos ao redor de todo o mundo, tirando seu direito de pensamento, além de uma futura ignorância política por influencias do ambiente vivido.

Primeiramente, são poucos os casos na história que oportunidades foram dadas ao jovens, mas foi muitos os casos de jovens que fizeram algo realmente significativo nela, tanto diretamente como indiretamente, como foi o caso do Louis Braille, que ficou cego aos 2 anos de idade, e com 12, a partir de um método usado por marinheiros de escrita, desenvolveu a escrita Braille, usado hoje mundialmente por deficientes visuais. A Constituição Cidadã de 1988 deu o direito ao voto facultativo de jovens com 16 ou 17 anos, mas não vingou muito até hoje, como mostra o dado do TSE que constatou pouco mais de 2 milhões de votos efetuados por esse grupo, parte muito pequena dos 147 milhões de cidadãos apitos, pouca participação leva ao descaso geral deles, que pode ter como consequência um arrependimento pois irá influenciar nas suas vidas por 4 anos, as decisões escolhidas por outros.

Además, a alienação trazida por pessoas próximas leva a uma mudança de pensamento em longo prazo, essa persuasão é conseguida pelo tempo, pois, já que o voto obrigatória é apenas a partir de 18 anos, muitos menores não se interessam de fazer uma pesquisa e descobrir por si só seu próprio ideal. O streamer brasileiro Gaules conta que na sua adolescência seu pai o fez pensar que a implantação de uma ditadura seria vantajoso para todos, e apenas aos seus 19 anos, quando saiu de casa, pôde buscar suas próprias ideias sobre o assunto.

Com base em todos os argumentos apresentado anteriormente, a falta de oportunidade e alienação trazida aos jovens deveria ser corrigida pelo Poder Executivo com uma medida provisoria de voto facultativo para pessoas de 14 a 16 anos, e obrigatório para maiores de 16, e juntamente com o Ministério da Educação, a criação de uma matéria extra curricular nas escolas sobre política, tendo o professor apenas como transmissor de informações, a deixar o aluno pesquisar e escolher o que melhor se encaixa nos seus ideais, conseguindo assim, uma maior participação dessa classe, além do conhecimento deles nessa área de conhecimento.