A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/05/2020
Em conformidade com o filósofo Aristóteles,“O homem é um animal político”, desse modo é possível afirmar que a política é uma necessidade natural do ser humano. Contudo, atualmente nota-se a falta da participação política pela juventude brasileira, o que certamente prejudica o progresso nacional.Dessa maneira, deve-se analisar os fatores pelos quais a problemática se intensifica, tendo em vista não só a falta de educação política, mas também a descrença da juventude nos partidos políticos atuais.
Em primeira análise, vale lembrar que na Grécia Antiga, para ser um cidadão ateniense a participação política era um dever do indivíduo. Contudo, o legado deixado nos livros de histórias ainda é um desafio para os jovens brasileiros, uma vez que durante a formação acadêmica as informações e projetos responsáveis por informarem e estimularem a população juvenil sobre os seus deveres como cidadãos políticos, são escassos e em alguns casos inexistente. Dessa forma, este grupo encontra-se vulnerável as informações equivocadas advindas principalmente dos meios de comunicação onde ,muitas vezes, notícias falsa são veiculadas, o que leva formação de um pensamento baseado no senso comum, dificultando o pensamento crítico político ideal para o desenvolvimento pessoal o e sucesso do país.
Além disso, é importante salientar que a implantação, pelo voto, de regimes políticos totalitários no passado como, a ditadura militar no Brasil e o nazismo na Alemanha, são resultados da descrença da população nos antigos regimes políticos. Desse modo, surge a preocupação da ocorrência na repetição dos erros do passado, uma vez que há a descrença da juventude no o atual sistema político brasileiro, pois vivenciam um momento caótico, no qual é evidente a corrupção, falsas promessas e a falta de concordância entre os partidos. Como consequência, devido a escassez de informações e a pouco participação dos jovens, existe a possibilidade da ascensão de regimes políticos inapropriados para o progresso nacional.
Sendo assim, medidas são necessárias para resolução do impasse. É dever do Ministério da Educação juntamente com as instituições de ensino, a implantação da educação política como matéria obrigatório nas escolas e por intermédio de debates mensais informem e estimulem a participação política dos jovens brasileiros. Ademais, é dever do Poder Legislativo a criação de uma lei que proporcione um curso político preparatório e obrigatório, destinado a todos candidatos que desejem participarem de cargos políticos, para que por meio do estudo histórico, econômico e social os governantes eleitos possam ter condições de exercerem seus papéis com eficiência. Pois, somente assim, os jovens brasileiros se tornarão efetivamente seres político como propôs Aristóteles.