A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/05/2020
A letra de música “Que país é esse” de Renato Russo lançada em 1987 ainda é familiar nos dias atuais. Em seu trecho: “Nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a constituição…” protesta contra a corrupção e o abuso de poder vivenciados na época.
No final da década de 90, foi obrigatório a inclusão das matérias de Filosofia e Sociologia no currículo do Ensino Básico, o que proporcionou aos jovens, uma melhor compreensão dos movimentos sociais e questões inerentes ao ser humano. Mas e a Ciência Política, seria interessante o seu estudo? Como podemos despertar o interesse de nosso jovens para a política?
Os jovens possuem naturalmente um espírito destemido, ávidos por conhecimento, mudanças e justiça. Em 1992 , jovens de todo o Brasil, pintaram suas caras de verde e amarelo e foram às ruas protestar a favor do Impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, no entanto, nos anos de 2015 e 2016 observamos uma minoria de jovens nas manifestações ao Impeachment da presidente Dilma Roussef. As declarações destes vieram majoritariamente das redes sociais do que das ruas.
Nos últimos anos fomos confrontados com diversos escândalos de desvios milionários dos cofres públicos em megaoperações de corrupção, entre eles o Mensalão, onde muitos políticos foram condenados.
Como forma de incentivarmos os jovens a uma maior participação na política, o Ministério da Educação assim como fez com a Filosofia, e a Sociologia, poderia também ensinar desde as séries iniciais o ensino da Ciência Política, tornando familiar e natural as reflexões sobre tal.
Os jovens então detentores do conhecimento, saberia o que cobrar de seus representantes. O governo de estados e prefeituras intensificaria os mecanismos virtuais de acompanhamento dos gastos públicos, por parte da população, o que de certo modo, ofuscaria a corrupção e instigaria o interesse nos jovens pela política.