A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/05/2020

A participação política dos jovens pode ser observada na Grécia antiga desde 600 a.C, na cidade-estado Atenas, onde os jovens acima de 18 anos reuniam com os outros cidadãos atenienses na ágora para discutir problemas que viriam atingir à sociedade, visando uma democracia. Análogo à isso, as ágoras se transformaram nas redes sociais do Brasil contemporâneo permitindo uma participação política mais ampla na sociedade atual. Contudo, por mais que haja uma manifestação política dos jovens através das mídias sociais, estes não estão inseridos diretamente nas responsabilidades cidadãs e menos ainda são preparados para tal posto social.

Haja vista que, exercer o dever cidadão não é uma realidade amplamente discutida no meio jovem, estes abstém-se de concretizar e fortalecer a própria participação politica em sua comunidade, devido a falta de politicas públicas que ingressem os jovens em uma vida política, partidária e cidadã. Segundo dados fornecidos pelo portal G1, apenas 27% dos cargos ocupados nas carreiras políticas são de jovens de 18 à 35 anos, mesmo com 2 terços da população nas mídias sociais sendo de jovens de 16 à 30 anos. com outras palavras, os jovens participam politicamente se manifestando nas mídias socais, mas não se enquadram nos parâmetros e requisitos estabelecidos pelos órgãos políticos.

Ademais, a falta de incentivos complementares por parte das instituições de ensino, geram uma onda de desacerto de interesse nos jovens, que não compreendem a importância e a dimensão da politica no âmbito social. Segundo o filósofo Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” logo, a falta de participação política é parcialmente consequência da lacuna estabelecida na educação, em que visa formar indivíduos somente de maneira profissional e não  também política e cidadã.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Cabe ao ministério da educação criar projetos de incentivo de participação política nas instituições de ensino, como eleições de representantes estudantis, associando o poder político e o exercício da política como, candidatar, eleger, representar e debater aos jovens, e garantido-os à estes uma formalidade ao sistema político escolar. Além de promover materiais de debates para serem realizados em sala de aula sobre temas atuais e de realidade de compreendimento dos jovens. Consoante à isso, cabe ao MEC disponibilizar palestras sobre inclusão política dos jovens na sociedade e agregar a grade curricular de nível médio uma disciplina que vise conscientizar, preparar e agregar a vida política e cidadã aos alunos. A fim de instituir e ingressar a política no meio jovem, para que essa pauta seja discutida entre os mesmo e que dessa maneira tenhamos jovens conscientes, responsáveis e politizados para um futuro promissor e glorioso ao país, ao estado e a comunidade de cada individuo.