A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/05/2020

Um grave problema no Brasil é referente a participação do jovem na política. Apesar dos anos de história em que a juventude mostrou o poder que detinha para processos eleitorais e reivindicações de direitos, atualmente, o desinteresse com o sistema político e a falta de esperança para mudanças realmente efetivas, cresce nessa parcela populacional. Dessa forma, a ausência de interesse juvenil em participação direta e a corrupção crescente, são fatores que contribuem com o fato.

Em diversos momentos a juventude marcou a história do país, como na “Passeata dos 100 mil” e no movimento “Diretas Já”, durante a ditadura militar. Contudo, nos dias dias atuais, grande parcela dessa população se encontra com descrença no sistema político, pela corrupção no âmbito governamental, com propostas que nunca são cumpridas e abandono da classe baixa, composta por muitos jovens. Nesse sentido, os civis ficam distanciados de decisões importantes, contribuindo indiretamente com a manutenção de um sistema opressivo e desigual.

Em segundo plano, é importante salientar que muitos jovens não se interessam pelos assuntos políticos, desconsiderando o impacto de ir às ruas se manifestar diretamente, e exercer a cidadania. De acordo com o sociólogo Guillermo O’Donnell, após um regime ditatorial, os países precisam passar pelo longo processo de transição para a democracia, ou seja, reconhecer os direitos e o quão  importante é  exerce-los. Similarmente, depois das restrições do regime militar, alguns jovens se encontram alienados em relação à importância da participação política.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar o problema. É ideal a criação de palestras, conscientizando os jovens sobre a importância de participar ativamente na sociedade, por meio do Poder Executivo, afim de aumentar o interesse juvenil e o reconhecimento das práticas democráticas, com o apoio do Poder Legislativo, na criação de leis que não tolere corrupção e ações governamentais de cunho duvidoso. Espera-se uma sociedade mais crítica, exigindo direitos ainda pendentes.