A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/05/2020

Em 1992, durante o governo de Fernando Collor de Mello, o Brasil vivenciava um período de grande inflação e corrupção. Estudantes jovens insatisfeitos saíram as ruas com rostos pintados de verde e amarelo para reivindicarem de forma pacífica o impeachment do presidente, o que fez o movimento ficar conhecido como “os caras-pintadas”. Entretanto, há uma preocupação com a participação política do jovem no Brasil contemporâneo. Isso se deve à falta de incentivo crítico escolas e gera alienação.

No que se refere à educação, observa-se que o sistema educacional atual é falho, visto que os meios usados pra a propagação do conhecimento tem o objetivo de passar respostas e conclusões prontas, sendo que o certo seria incentivar o pensamento críticos dos alunos perante as informações que recebem. Assim, os estudantes não aprendem a lidar com conflitos atuais e consequentemente não participam de decisões que exigem uma análise profunda da sociedade, como o voto. Tal fato se comprova com a pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral, que afirma que houve uma queda de 14% em eleitores jovens aptos a votarem.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor." Com essas palavras o arcebispo da Igreja Anglicana, Desmond Tutu, explica que não se manifestar também é uma forma de alienação. Logo, quando representantes políticos fazem discursos e projetos que incentivem de alguma forma a desigualdade e as pessoas conformam-se, essas estão alienando-se. Isso, além de fazer desdém com a lutas de outras gerações para participarem de decisões políticas, traz também riscos ao sistema democrático.

Á vista disso a participação do jovem na política é de extrema importância e deve ser incentivada. Portanto, cabe ao Ministério da Educação determinar a volta da disciplina Moral e Cívica ao ensino médio por 100 minutos semanais com intuito dos alunos estudarem a constituição brasileira para que conheçam seus direitos e assim possam reivindica-los. Ainda é de responsabilidade desse órgão, promover palestras com especialistas em política anualmente ou semestralmente em anos de eleições para que os estudantes tenham a consciência da importância do voto. Somente então haverá uma maior participação dos jovens na política e o sistema democrático será mais justo.