A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/05/2020

Nos anos 80, a história brasileira foi marcada pelos diversos protestos feitos pelos jovens que pediam “[Votações] Diretas já!”. Nota-se, a partir disso, uma imensa participação política da parcela juvenil no Brasil contemporâneo. Contudo, apesar de ter um papel imprescindível na liderança da reformulação política para o progresso pátrio, a juventude brasileira mostra um certo descaso pelo modelo tradicional de participar politicamente neste país.

Primeiramente, a parcela juvenil do Brasil mostra uma maneira alternativa de participar da política. Em 2019, por exemplo, os protestos dos jovens e servidores públicos contra o contingenciamento de recursos às universidades federais culminaram em uma paralisação nacional. Portanto, os jovens atualmente vêm construindo um novo caminho para enfrentar os obstáculos que a participação tradicional pelo voto mostra ter. Somado a isso, é necessário ressaltar que no atual mundo globalizado, as vozes dos jovens, além de serem manifestadas nas ruas, também são muito fortes nas redes sociais, fazendo que a repercussão seja cada vez maior e, por fim, que suas reivindicações acerca da política no Brasil sejam muito mais ouvidas.

Entretanto, embora eles se manifestem por meio de protestos, é necessário ressaltar que, de acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, apenas 21% de 6,5 milhões de jovens brasileiros tiraram opcionalmente seus títulos de eleitores nas eleições de 2018. Isso mostra que grande parte da juventude atual não quer exercer papel na política através do voto, e tal fator vem de uma formação cultural do povo brasileiro. Isso ocorre, por exemplo, nas moradias da população e nas escolas, que preferem não debater sobre o assunto, culminando na falta de entendimento sobre o mundo político afora. Assim comprovam pesquisas do jornal Estadão, que dizem que apenas quatro a cada dez jovens entendem de participação política. Dessa maneira, é notável que a juventude apresenta desinformação pelas formas tradicionais de política, como o voto, mas vem crescendo em ações orientadas para causas específicas, que são espontâneas e se aproximam do associativismo.

Então, tendo isso em vista, ainda há muito a ser desenvolvido no engajamento político em prol do progresso no Brasil. É de extrema importância que os debates governamentais sejam trazidos além das redes sociais e das universidades. Assim, é dever das famílias brasileiras discutirem sobre este tema de maneira saudável, através de debates, para fomentar a vontade do jovem de ser cada vez mais participativo. Além disso, é dever das escolas ensinarem os alunos a serem ativistas da vida política do Brasil como cidadãos, o que pode ser feito por meio de palestras, debates e apresentações. Com isso posto, enfim, caminharemos a um país formado por um povo que definitivamente não foge à luta.