A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 17/05/2020

No ano de 2016, mais de mil escolas foram ocupadas por estudantes que não se conformavam com os rumos que a educação vinha tomando no governo Temer. Isso mostra o engajamento dos jovens na esfera política, sem se restringir (como muitos dizem) apenas às redes sociais, sendo dever do Estado instruir, além de fornecer espaço e participação à esses cidadãos que ocupam mais de 30% do eleitorado.

Primordialmente,vale ressaltar os dados levantados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o número de eleitores jovens com voto facultativo ter diminuído no Brasil. Indubitavelmente, esse fato se deve à falta de identificação com os partidos; a um afastamento do sistema democrático formal em consonância à outras formas alternativas de participação política, como a ocupação de ruas,campanhas na internet e afins. Todavia, o que deve haver é a junção dos dois: o fortalecimento da participação representativa aliada à democracia direta.

Em contrapartida, uma pesquisa feita pelo Datafolha -em agosto de 2018- mostra que os jovens são o grupo com maior interesse em participar da política, tanto disputando eleições quanto assumindo cargo de governo. Entretanto, o problema se encontra nos partidos que não tratam a juventude como prioridade, e a velha política que não dá espaço para novos nomes. Em suma, é possível sim fazer uma política ética por meio de uma renovação e no aumento da representatividade dos jovens entre os candidatos.

Medidas, portanto, devem ser feitas para resolver esse impasse. O Ministério da Educação poderia incentivar nas escolas a importância da participação da juventude na sociedade (utilizando-se de acontecimentos históricos para exemplificar), além da criação de grêmios estudantis como forma de conhecimento prático. Ademais, os partidos atuarem na internet no intuito de dialogar e atrair jovens ao engajamento social, ofertando cursos onlines de formação política com vista à uma renovação partidária e político social futura. Dessa forma, uma sociedade antes vista como utópica, pode ser alcançada, com espaço e voz para todos.