A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/05/2020
A política se estabelece na história da humanidade desde os tempos Antigos, alterando-se com o passar dos anos e conforme o clamor dos povos. Veja-se que desde a monarquia de Maquiavel, até a democracia da contemporaneidade, os políticos têm tentado encontrar a fórmula para manter o Poder Estatal, seja utilizando meios que mantenham a conformidade do povo, como a política do “Pão e circo”, ou até mesmo por intermédio de arbitrariedades comumente inerentes dos regimes absolutistas.
Ademais, observa-se que as maiores transformações no meio político iniciaram-se com revoltas populares. Todavia, antes da imprensa, a informação e a organização da população dispendia de maiores esforços do que na atualidade.
Não obstante, já dizia Francis Bacon: “O homem é aquilo que sabe”. Em vista disso, percebe-se que o papel da mídia foi fundamental para a evolução do homem, mantendo a população à par do que acontecia a sua volta e estimulando o senso critico da sociedade, levando-a a conhecer as mazelas sofridas por seus semelhantes.
No entanto, ainda que a contemporaneidade tenha trazido o acesso livre à informação, frisa-se que esta facilidade levou o jovem do mundo globalizado a desacreditar dos moldes da política atual. Essa situação se deve ao fato de que as redes sociais, ferramenta de informação de maior acesso pelos adolescentes, são diariamente “bombardeadas” com noticias que evidenciam a corrupção dos detentores de poder, levando o eleitor principiante a se desinteressar pela política.
Considerando-se que o sistema político continuará a fazer parte da sociedade contemporânea, tem-se de extrema importância educar o jovem e frisar a importância do voto para que mudanças sejam efetivadas, bem como demonstrar, por meio do ensino de revoluções passadas, que o povo tem o poder de realizar grandiosas transformações no meio político e consequentemente, na sociedade.
Em suma, visto que o jovem é o futuro da civilização, o Ministério da Educação deve incluir na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio, a disciplina de Ciência Política, de modo a atingir os jovens entre 14 e 17 anos e incentivar uma participação mais ativa deste eleitorado, visto que aos 16 anos estes estudantes já estarão aptos a exercer sua cidadania. Consoante ao entendimento de Confucio “Se queres conhecer o futuro, estuda o passado” entende-se que incluir a disciplina de Ciência Política e adotar métodos de ensino que sejam cativantes ao aprendizado (aulas áudio visuais, atividades em grupo, trabalhos de pesquisa…) fará com que o jovem eleitor conheça a fundo os regimes políticos do passado, podendo evitar que erros sejam repetidos no futuro. Afinal, conforme cita Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.”