A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 17/05/2020

Retrógrada. Assim pode ser definida a situação da política no Brasil. Está bastante explícita atualmente a necessidade de medidas para inovar o sistema político brasileiro. Entretanto, o conservadorismo e os métodos ultrapassados são um empecilho para a concretização dessa realidade.

Na contemporaneidade, o papel do jovens tem se tornado imprescindível para a política brasileira, visto que, segundo uma pesquisa feita pela DataFolha em 2018, a porcentagem de jovens interessados na participação política (por votação ou por disputa de cargos políticos), é de 29% em jovens dos 16 aos 25 anos de idade. Já nos adultos acima de 41 anos, esse valor decresce para uma taxa de 15%. Entretanto, segundo uma pesquisa da Exame, os casos de participação política nos jovens, apesar de sua evolução, ainda não são tão presentes quanto o desejado. Cerca de 1,74% dos milhares de candidatos têm entre 21 e 24 anos, enquanto apenas 3,59% têm entre 25 e 29 anos. Em contraposição, 16,1% dos candidatos se concentram na faixa etária dos 45 aos 49 anos, situação que deve ser alterada.

Apesar disso, é importante ressaltar que a participação política não está concentrada apenas em cargos políticos e eleições, mas também por meio da expressão das opniões políticas juvenis nas plataformas online, como redes sociais e fóruns. Muitos jovens explicitam suas ideias e teorias acerca política por meio de blogs e manifestações virtuais, muitas vezes desvinculadas de partidos políticos, o que deixa claro a autonomia e capacidade de inovação dessa parcela da população. Assim sendo, é importante ouvir e disponibilizar espaço para as opiniões inovadoras desses jovens, de forma a deixar de lado a ideia de que deve-se seguir um mesmo sistema durante séculos. Infelizmente, muitas vezes essas opiniões não são valorizadas devido à crença de que só é apto para determinada posição aquele que possui anos de experiência em um mesmo sistema político, quadro que deve ser revertido.

Portanto, urge que a participação política dos jovens brasileiros seja aceita e valorizada pela sociedade, função que cabe ao Poder Público e a toda a população, para que as vozes jovens sejam ouvidas. Essa realidade Pode ser alcançada por meio da confiança e crença na capacidade da mente juvenil brasileira, por intermédio da instrução da população a respeito dos benefícios que essa participação pode trazer, por meio de palestras feitas por jovens interessados em política em locais de estudo e trabalho, para que a população brasileira tenha consciência da capacitação dos mesmo e deixe de lado o conservadorismo referente a essa situação. Caso feitas em conjunto, essas ações tenderiam a possibilitar uma melhor inserção do jovem na política brasileira.