A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/05/2020
A Primavera Árabe foi uma série de revoltas ocorridas em países árabes, que em suma eram regidos por governos ditatoriais e possuía como agravante crises econômicas. Os protestos em análise, apresentavam participação massiva de jovens e foi diretamente estimulado pelas redes sociais, tornando-se pois, indubitável o papel da internet como a de um agente catalizador. Bem como, colaborando para uma maior participação política do jovem, seja em um computador ou em eventos que expressem seus anseios políticos.
Em primeira análise, considerando a instabilidade política gerida pela corrupção no Brasil, é frequente a descrença no governo. Da mesma maneira, em destaque ao pensamento de Thomas Hobbes, em sua teoria do Estado da Natureza, o brasileiro tende a achar que é natureza de um indivíduo ser meu e egoísta; sendo essa teoria aplicável aos que administram os três poderes. Entretanto, mesmo sendo evidente essa descrença em massa, é notável a grande atuação de jovens cidadãos no cenário político, que gozam do seu direito de expressão e manifestam suas insatisfações.
Além disso, conceitos retrógrados como “política não se discute”, é antagonizado por esses jovens e o ideal de intocável, em relação aos políticos, torna-se um conceito subvertido. Fato evidenciado na popularização ao uso das redes sociais, por parte dos representantes da democracia. Fazendo com que surja novas maneiras de participação política pelas novas gerações e haja o fortalecimento das antigas, renovando assim, o processo democrático e o tornando mais eficaz para a coesão social.
Torna-se claro, portanto, a intensa participação de jovens vanguardistas no cenário político brasileiro. Para que ocorra a manutenção desse cenário, é importante, por intermédio do Ministério da Educação, promover debates e palestras sobre educação política em escolas e comunidades, para assim fomentar ainda mais o interesse político. Ademais, o Estado com apoio de grandes mídias sociais deve proporcionar grupos de engajamento político, voltados a adolescentes, com informações lúdicas e didáticas, afim de introduzir indivíduos formadores de opinião no tocante da política. Assim, haverá, não somente, o crescimento exponencial de jovens ao meio, mas também o fim da descrença na democracia brasileira.