A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/05/2020

No atual cenário do Brasil o que não faltam são debates sobre a questão da participação dos jovens brasileiros na política. Nesse sentido, o tema se mostra como “uma faca de dois gumes”, visto que ao mesmo tempo que pode ser favorável para um panorama de mudanças, também pode ser prejudicial por conta da manipulação em que os jovens estão expostos nas redes sociais.

O período da Ditadura Militar, no Brasil, foi um dos mais tensos da história do país, pois além da repressão imposta às artes e a qualquer veículo de comunicação, muitas pessoas sofreram com violências físicas e mentais. Mesmo diante desse quadro caótico, jovens como Caetano Veloso e Geraldo Vandré utilizavam suas artes para denunciar ao mundo as atrocidades que aconteciam no Brasil. Somado a isso, de acordo com o jornal " O Globo", em 1968 ocorreu um importante episódio na política brasileira: a " Passeata dos Cem Mil “, na qual jovens estudantes e trabalhadores se juntaram para exigir liberdades democráticas. Dessa forma, é notório que, felizmente, a participação dos jovens na política do Brasil é um evento recorrente na história da nação.

Ademais, os Astecas, ao serem invadidos pelos espanhóis, acreditavam que estavam vivenciando a volta de um “Deus” que salvaria suas vidas. Paralelamente, no Brasil contemporâneo a perspectiva não é diferente, visto que, atualmente, é utilizado as redes sociais como ferramenta para a manipulação da juventude através da disseminação de “fake news”, as quais visam a correspondência dos jovens às demandas de grupos específicos como, por exemplo, posicionamentos políticos. Segundo dados da " Agência Brasil”, cerca de 86% dos jovens do país usufruem da internet. Assim sendo, são bombardeados de notícias falsas ou sensacionalistas que moldam as ações de uma juventude que anseia por mudanças, buscando, incansavelmente, por um " messias" que irá salvar o país e, como os astecas, acabam frustrados.

Portanto, indubitavelmente, medidas precisam ser tomadas para garantir uma participação segura e crescente dos jovens na política do Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Segurança a fiscalização e punição, nos âmbitos da lei, de pessoas que compartilhem notícias falsas na internet. Isso pode ser feito por meio da formação de delegacias  especializadas em identificar os indivíduos que tornam público esse tipo de conteúdo. Dessa maneira, os jovens não serão manipulados e poderão ter uma participação mais criteriosa na política do Brasil.