A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 19/05/2020

No Oriente Médio e norte da África, a onda de manifestações denominada “Primavera Árabe”, teve seu início com mobilizações feitas através das redes sociais. Posteriormente a população foi às ruas reivindicando melhores condições de vida e também a deposição de ditadores no poder. Analogamente, no Brasil contemporâneo, observa-se que as formas de participação ativa, sobretudo dos jovens na política, tem se alterado. Se por um lado alguns preferem se abster do campo político, por outro, aqueles que participam, usam a internet para debater e expressar suas ideias, ressignificando o envolvimento nesse meio.

Em primeiro plano, vale destacar que, no atual cenário da sociedade brasileira, muitos jovens não têm demonstrado tanto interesse pela política e a causa é o descontentamento com as corrupções e a falta de confiança nos partidos, como mostra matéria publicada no G1 em 2018, que diz que o número de eleitores caiu justamente por esses motivos. Além disso, a pouca instrução desde a educação básica sobre o conceito de política e como ela está intimamente ligada com o exercício da cidadania, faz com que os mais novos fiquem alheios ao que acontece no país, acarretando prejuízos que refletem diretamente no individual.

Entretanto, uma nova forma de estar ativamente envolvido com a política tem se mostrado em ascensão, que é a internet. Muitos cidadãos têm usado suas contas pessoais nas mídias sociais para explanar suas ideias, debater com outros indivíduos suas opiniões e até mesmo mobilizar para manifestações físicas em prol de um objetivo. Um exemplo foi em 2013 com as manifestações contra o aumento do preço com as manifestações contra o aumento do preço das passagens de ônibus e a grande repercussão pela participação ativa da internet e de seus usuários, demonstrando o impacto desses meios na contemporaneidade.

Diante do exposto, torna-se evidente a importância da participação política do jovem no Brasil. Contudo, é necessário que medidas sejam tomadas a fim de minorar os impasses apresentados. Cabe ao Ministério da Educação, implementar como matéria da base comum curricular a política, produzindo nas escolas, rodas de debate e aprendizado sobre os pilares da política e o cenário atual do país, de forma apartidária. Assim, com o apoio da família, os jovens poderão ter uma visão crítica e se sentirão interessados em participar cada vez mais desse exercício da cidadania, que é a política.