A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/05/2020
A política é um assunto discutido pela humanidade desde a Grécia antiga. Todavia, hoje, o espaço de discussão política, antes na Ágora, agora é a internet, em especial nas redes sociais. Nesse lugar, os jovens tem uma parcela significante na participação política, isso devido a perda do significado dos comícios e a atuação dos jovens como “vigilantes” da classe dos políticos.
Primeiramente, os comícios políticos perderam parcialmente seu significado, em especial com a juventude, dado que hoje, não há mais a tradição de realizar tais “passeatas” de divulgação. Sobre isso, as leis eleitorais atuais restringem o uso de carreatas e divulgação de panfletos, e em virtude disso, os partidos políticos optam, em maioria, por não realizar tal prática. Assim, os jovens tem esse tipo de contato com a participação política direta quase inexistente. Em contrapartida, a divulgação nos meios virtuais é massiva, espaço já familiar aos mais novos, tornando-se essa a maior forma de contato deles com a política. Portanto, a rede social torna-se a nova ágora da modernidade, como por exemplo o facebook, em que ocorrem diversas discussões dessa natureza, com diversos pontos de vista.
Em segundo lugar, os jovens atuam através de um papel “vigilante” nas redes sociais em relação a política. Através dos perfis públicos em redes sociais como o Twitter, todo o público, em especial os mais novos, conseguem alcançar mais facilmente a classe política e interagir com ela, seja para fiscalizar ou debater. Desse modo, configura-se uma nova forma de interação entre os jovens que são imersos no mundo digital e a política, formado principalmente no papel de fiscalizador do público geral, e da conversa com os políticos, em que, mesmo o Brasil sendo um pais de modelo de participação indireta na política, através de representantes, cada cidadão jovem pode exercer pressão sobre seus representantes a fim que possam expressar e terem suas opiniões ouvidas.
Em suma, a participação política dos jovens no Brasil se dá principalmente no meio virtual, seja através das redes sociais como espaço de discussão ou do jovem atuante como fiscalizador da classe política. Destarte, é necessário que a classe política, em especial do Legislativo, permita que a população possa os contactar, criando perfis públicos nas maiores redes sociais como Twitter e Instagram, a fim de aumentar a possibilidade de participação e fiscalização do público jovem com eles. Além disso, redes sociais que permitem espaços de discussão, como o Facebook, necessitam criar mecanismos para promover um espaço saudável de exposição de opiniões, como por exemplo, filtro para palavras de baixo calão. Logo, executando-se essas resoluções, a ágora da Grécia tomará uma “nova cara”, agora em espaço virtual, ampliando e absorvendo esse público mais novo.