A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/05/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. O verso de Carlos Drummond de Andrade citado anteriormente trata-se de uma metáfora sobre obstáculos. Análogo a essa realidade poética é a participação política do jovem no Brasil contemporâneo. Infelizmente, a geração nascida a partir dos anos 90 não possui uma atuação eficaz na área da política por diversos motivos, como por exemplo, a falta de interesse, ou até mesmo a carência de incentivo.
Primeiramente, vale destacar que nem sempre os jovens tiveram tanto direito na política quanto têm atualmente. Segundo dados considerados pela história, a democracia surgiu na Grécia Antiga, e dava direito ao voto a todos os cidadãos, entretanto, apenas homens livres, maiores de 21 anos e filhos de pais atenienses eram considerados cidadãos, logo, nem as mulheres, nem os jovens tinham direito ao sufrágio. Oposto a realidade na Grécia durante o séc VI a.C é o direito ao voto no Brasil contemporâneo, felizmente todos os jovens a partir dos 16 anos podem ser considerados cidadãos, porém uma parcela não se interessa pela área por considerar entediante ou não entender do assunto, com isso, deixam de gozar de seus direitos e se afastam das decisões nas eleições.
Em segundo lugar, é importante lembrar que os jovens não se interessam por política porque muitas vezes não são incentivados desde cedo. De acordo com a teoria da tábula rasa do filósofo John Locke o homem nasce como uma folha em branco e seus conhecimentos são adquiridos por meio de vivências e experiências. Além disso, o site “Política e cidadão” afirma que em 2013 um terço do eleitorado era formado por jovens entre 16 e 33 anos, sendo que existiam 144 milhões de pessoas aptas a votarem. Logo, é evidente que caso um indivíduo seja educado desde cedo sobre a importância da participação da democracia com responsabilidade, isso deixará de ser um tabu e as 45 milhões de pessoas poderão mudar o rumo da sociedade.
Dessa forma, a fim de ampliar a participação política do jovem no Brasil contemporâneo, a secretaria da educação deve intensificar o incentivo ao voto, por meio de verbas que permitam as escolas a darem aulas específicas sobre política, e mostrarem para os alunos desde cedo a importância do sufrágio nas eleições, com isso, o conhecimento sobre democracia e assuntos relacionados deixarão de ser um tabu, todos poderão gozar de seus direitos e a participação do jovem na área deixará de ser uma pedra no meio do caminho.