A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/05/2020
Durante a década de 80, muitos dos jovens dessa época que correspondiam a geração “Y” cresceram sobre uma ditadura e rebelaram-se para conquistar o direito da participação política. Esse movimento ficou conhecido como “Diretas já”, que, apesar de não ter atingido seu objetivo, tornou-se marco da nossa recente democracia. Contudo, atualmente, a geração contemporânea, pela forma como tratam o voto, deixam parecer que foi uma batalha em vão. Com a diminuição na participação política e da alteração do meio de manifestação para a internet nos deixam a questionar se não se importam com a política ou se estão recriando o modo de fazê-la.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, com o inicio da década de 90 no Brasil, a chegada dos computadores e a internet alteraram como a sociedade se relacionava. A geração “Z” que cresceu nesse período, integrou esses novos recursos no seu estilo e de vida e, com isso, alteraram também o modo como se debate política. Contudo, apesar desses novos recursos ajudarem a fomentar os diálogos, muitos desses “militantes de sofá” se recusam a participar de manifestações e atividades no mundo físico, sendo que, na música “Novidade” de Gilberto Gil, o músico retrata que os avanços tecnológicos podem contradizer a função para qual é criado, isto é, os jovens ao invés de promoverem pela internet a participação efetiva da política, prefere, no entanto, somente discuti-la.
Por conseguinte, essa nova forma de participação política fez com que ocorresse a diminuição dos jovens nas manifestações e nas urnas. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em 2002, 2,2 milhões de jovens votaram, enquanto que em 2014, caiu para 1,6 milhões, contrariando, desse modo, o filósofo Aristóteles que dizia que o homem é um ser racional e político e, portanto, deve participar das atividades da pólis.
Em suma, tendo em vista o que foi discutido, é necessário que o ministério da educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas na internet destinado ao público jovem, incentivando a participação em manifestações, atividades sociais e votos, para que se envolvam na sociedade e desempenhem sua função social em presença física saindo da internet. Somente assim, os jovens da geração “Z” podem deixar de ser “militantes de sofá” e passam a ser protagonistas da mudança social como eram os jovens da geração “Y” no século passado.