A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 17/05/2020

Jovens e o ativismo cibernético

A desilusão dos jovens brasileiros com a política se evidencia com a queda brusca da adesão desse grupo nas eleições de 2014 e 2018, entretanto, demonstram enorme engajamento nas redes sociais. A fé na mudança e melhoria migrou dos representantes políticos para uma cobrança cibernética. Tais mudanças são amplamente representadas pelos boicotes que ocorrem as empresas que ferem os ideais de determinada tribo, ou o cancelamento de figuras públicas após um discurso ofensivo e inapropriado.

Uma empresa ao disponibilizar um produto que por alguma razão seja ofensivo a um determinado público, esse como um grupo homogêneo boicota tal empresa, no intuito de submetê-la aos ideais dessa tribo. Exemplos constantes na atualidade são os jovens conservadores vigiando qualquer agressão a religião, e os progressistas contra qualquer tipo de abuso aos animais.

As figuras públicas sempre tiveram uma grande influência na opinião pública, como pode ser visto em todas as eleições. Com as redes sociais aconteceu uma aproximação muito forte entre o público e esses ídolos, o que criou uma grande cobrança desses fãs com um discurso condizente com as crenças individuais dos fãs. O cancelamento de uma figura pública acontece quando uma declaração permeia a esfera do imperdoável, como discursos de cunho racista, homofóbico, nazista, entre outros. Fazendo com que o público para de seguir essa figura e inicie uma campanha difamatória.

Portanto, jovens que antigamente procuravam movimentos sociais e partidos políticos, preferem hoje o ativismo cibernético para exigirem as mudanças que querem ver no mundo. Assim além de evitar se tornarem massa de manobra, gera a impressão de que cada individualidade é visível mesmo em movimentos extremamente amplos.