A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/05/2020
A Passeata dos 100 mil, que ocorreu em 1968, foi uma manifestação popular em protesto contra a ditadura militar, organizada pelos estudantes, que se tornou um marco na democracia brasileira. Na contemporaneidade, entretanto, essa parcela jovem da população, têm enfrentado diversos obstáculos quando a pauta é o interesse e posicionamento político. Dessa forma, é importante compreender como a infâmia em relação aos políticos, a falta de inclusão desses indivíduos e a desvalorização da cidadania, impedem a participação política da juventude.
Em primeiro lugar, é imprescindível destacar que, em função dos escândalos e a falta credibilidade política, brasileiros são submetidos a uma má gestão governamental que tem gerado crises em diversas esferas da sociedade, ocasionando menor participação política. Segundo a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o número de adolescentes entre 16 e 18 anos que votaram tem diminuído com o passar dos anos. Nessa Perspectiva, isso mostra que a falta de fomento, irá desencadear uma piora no cenário de inclusão e valorização desses indivíduos, aumentando assim, a negligência em relação a política nacional.
Por conseguinte, evidencia-se a falta de acesso à educação, visando conteúdos relacionados a desenvolvimento social e à cidadania. Nesse contexto, entretanto, durante o Período Neolítico os nômades desenvolveram a divisão de tarefas valorizando a atividade de cada um dentro da sociedade, o que foi fundamental no crescimento populacional e social da época. No Brasil, entretanto, o descaso em relação ao papel desses jovens dentro da sociedade tem afetado a ideia de “Estado Democrático”, uma vez que sem a ação desses indivíduos o aprimoramento social será diretamente afetado, não alcançando o “bem comum”.
Diante do exposto, é mister que o Governo Federal tome providências para que os jovens sejam valorizados, aumentando assim, a participação política dos mesmos. Portanto, é premente que o Ministério da Educação, crie, por meio de verbas governamentais, programas político-sociais que abrangem todas as instituições educacionais. Protagonizando, as ciências humanas e a correlacionando ao cenário atual. Além, da importância ao incentivo de grêmios estudantis para que os alunos coloquem os aprendizados em prática. Somente assim, os êxitos gerados pelo movimento de 68 serão alcançados, enriquecendo a voz popular e a democracia brasileira.