A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/05/2020

Durante a antiguidade na Grécia, o filósofo Sócrates foi condenado à morte sendo acusado de dois crimes: negar os antigos deuses e corromper a juventude, a segunda acusação pode ser interpretada no sentido de desenvolver senso crítico nos menos experientes. Hoje, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão do engajamento político da juventude no Brasil. Nessa esteira, nota-se que o tema é um grave problema, que é motivado pela má influência midiática e pela inoperância estatal.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução a má influência midiática. Segundo Pierre Bourdieu o que foi criado como instrumento de democracia não pode ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação da problemática.

Em segundo lugar, é notório que o Poder Público não cumpre o seu papel enquanto fornecedor de direitos mínimos, uma vez que os jovens não recebem instruções adequadas e que não têm acesso à informação de maneira homogênea. No entanto, a elaboração da Constituição Federal, há 30 anos, foi baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos. Portanto, essa inaceitável questão de vulnerabilidade configura, não só um irrespeito colossal, como também um obstáculo na manutenção da democracia e que, por isso, deve ser mudada em todo o território nacional.

Destarte, é inadiável a necessidade de serem tomadas medidas para diluir o impasse. Logo as escolas em parceria com as famílias dos alunos, por meio de reuniões devem alertar aos jovens as consequência da interpretação errônea das informações transmitidas pelos meios de comunicações. O fito de tal ação é aprimorar o senso crítico dos jovens, os levando, assim, a participar mais da política. Somente assim esse problema será gradativamente erradicado.