A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/05/2020

Teoria Kantiana

Em 1964, o regime autoritário denominado Ditadura Militar, marcado pela política educacional conservadora da época perseguiu e fuzilou os jovens que contrariaram o Governo. Não se vê, entretanto, a participação política da sociedade juvenil na contemporaneidade no Brasil, haja vista que os votos a cada eleição são cada vez mais inconscientes e a juventude é pouco inserida na política e tampouco estimulada na educação do jovem seja na escola ou no contexto familiar. Dessa forma, o relapso dos jovens na sociedade hodierna denotam um país desestruturado e desinformado.

Em primeira análise, vale salientar que questões político-estruturais dificultam mudanças na forma de pensar e fazer política no contexto brasileiro. Nessa linha de raciocínio, a Revolução Francesa foi um movimento político organizado pelos burgueses os quais estavam insatisfeitos com a conjuntura política e tal movimento ocasionou profundas mudanças em todo continente Europeu. Analogamente, esse marco histórico não pode ser aplicado na sociedade atual pois a falta de iniciativa por parte da maioria dos jovens para comparecerem às manifestações, debates políticos, acarretam inúmeros prejuízos hodiernamente como exemplo disso, por conseguinte, a quantidade de votos irracionais dos jovens brasileiros em detrimento da obrigatoriedade do voto. Dessa modo, nota-se que apesar do avanço significativo pela conquista do voto ainda há enorme impasse para erradicar a problemática.

Ademais, a falta de jovens inseridos no contexto político do Brasil potencializa a disparidade da alienação do sujeito. Nos dias atuais, os indivíduos, primordialmente os jovens, não participam dos acontecimentos políticos como já mencionava o poema " O analfabeto político “, o ser humano não ouve, não fala, é tão ignorante que diz que odeia política, o analfabeto político não sabe o custo de vida. Nesse sentido, é indubitável a mobilização pois, como diria Paulo Freire, o pai da educação, a educação sozinha não muda a sociedade, porém sem ela tampouco a sociedade muda.

Em síntese, a juventude brasileira não está inserida na política. Infere-se, portanto, que o Poder Legislativo deve adotar um projeto de lei para institucionalizar aulas da Constituição nas escolas por meio de profissionais qualificados como professores do curso de Direito a fim de instrui-los sobre os direitos e deveres de um cidadão pois tornando-os seres críticos, haverá, de fato, o voto consciente no Brasil. Outrossim, o Ministério da Educação poderia reeducar o cérebro dos indivíduos para a mudança de comportamento por intermédio da criação de cartilhas didático-pedagógicas sobre a importância de se inserir na política para que haja pensamento crítico na sociedade pois como diz Immanuel Kant: " quem não sabe o que procura, não identifica o que acha.” As gerações futuras dependem das atuais.