A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 19/05/2020

Durante a Idade Antiga a comunidade política Romana organizava-se em cidades-estado, onde o direito ao voto era somente concedido aos cidadãos romanos (civitas), homens e maiores de 21 anos. Após anos de reformas e greves políticas os jovens brasileiros contemporâneos tem o direito de exercer a cidadania política – mas pouco a fazem. Isso se deve a fatores intrínsecos a uma sociedade globalizada descrente na organização política.

Primeiramente, destaca-se a curva decrescente de participação dos jovens nas eleições, o que demonstra como essa grande massa populacional vem perdendo o interesse por tal área. Isso está diretamente relacionado ao fato de que a visão de “política”, adquirida pelo senso comum e influenciada pela mídia, é de algo chato, distante e sinônimo de falcatruas. O autor alemão Arthur Schopenhauer cita que “o homem toma os limites do seu campo de visão como os limites do mundo”, de maneira análoga, não é complexo entender a falta de interesse em discussões políticas por parte de diversos jovens que não se veem inseridos no contexto político, o que acaba os distanciando do poder exercido pela cidadania.

Por conseguinte, é notório que com o advento da terceira revolução tecnocientífica as pessoas uniram-se virtualmente, através da Internet. Os jovens – que sempre foram a vanguarda em movimentos que abriam novos caminhos – no passado atuavam sob as ordens das instituições políticas, sindicais, religiosas ou militares, e hoje fazem por conta própria, por meio das redes sociais. Por isso parece cada vez mais difícil “politizar” os jovens, pois oscilam entre a indiferença e a rejeição ao sistema, são dinâmicos, ao mesmo tempo em que veem a política como estática.

Destarte, visto que a diminuta participação dos jovens na política configura-se como um problema para a democracia brasileira, certas medidas devem ser tomadas para que tal grupo seja atraído novamente ao meio político. Para tanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação disponibilize disciplinas e campanhas que tratem da importância da participação política, bem como os partidos e seus devidos candidatos desenvolvam diálogos interativos voltados para esse grupo etário, em plataformas digitais, cativando os jovens a exercer seus direitos como cidadãos, possibilitando a renovação de ideias e, consequentemente, a mudança na representação política, de modo a melhor atender às demandas sociais, para que a democracia brasileira possa ser legitimamente consolidada.