A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/05/2020

Exaltava-se e reverberava a importância da liberdade política e extremamente ativa na obra “Eu sou Malala” de Malala Yousafzai, a autora em sua biografia abordava inúmeros aspectos da proeminência do jovem no âmbito político, como resultado mobilizou campanhas em prol de uma comunidade que sofria por um intenso patriarcado. Fora do contexto biográfico, é pertinente debater como os adolescentes se posicionam em relação aos embates de organizações sociais e administrativas da localidade em que habitam, sendo que a internet é o vínculo para as manifestações atuais, gerando também repúdios e intolerância. Logo, é necessário analisar a que evento estamos situados e o quão fundamental é a integração do jovem na sociedade.

Sob essa ótica, visualiza-se que desde a antiguidade era essencial a participação de uma pessoa jovem para o tratamento e organização da pólis, assim se retratava a situação da Grécia Antiga, priorizando homens jovens com conhecimentos políticos. Ademais, nota-se a relevância para o desenvolvimento de uma nação a partir do auxílio da juventude, já que por meio dela há novos prismas para se compreender um mundo plural e democrático, mas também, para a própria construção do individual, sendo que através da dialética, ou seja, um dialogo que apresenta controvérsias, torna-se uma via de autorreconhecimento e reflexão para uma nova geração.

Além disso, no ano de 2011 ocorria uma veemente onda de manifestações em redes sociais no Oriente Médio a denominada, Primavera Árabe, na qual um grupo de adolescentes por meio do ciber-ativismo reivindicavam as condições sórdidas de seus países e de líderes com condutas pérfidas. No que tange, a internet tornou-se um meio de lucidez e visibilidade para todos os grupos sociais e suas causas, possibilitando o embasamento em assuntos diversos e a proatividade na política, no entanto, desencadeou a alienação de, a princípio, jovens que por vezes não buscam o aprofundamento do tema abordado, corroborando para o aumento da hipocrisia. Diante disso, seria excepcional dissipar as irreverências e proporcionar a veracidade dos temas que discorrem pelo meio digital.

Em síntese, a inclusão do jovem para o entendimento político é imprescindível, permitindo assim que haja uma localidade progressista e multifuncional. Destarte, cabe ao Ministério da Educação, promover programas que envolvam os adolescentes para o debate de tomadas de decisões feitas pelos gestores do território e opinem quais as virtudes e desvirtudes das implicações feitas, estendendo o conhecimento sobre a organização de um território e com um cientista social fazendo abordagens sobre temas emblemáticos e mostrando diversas perspectivas sobre tais temas, a fim de sistematizar e lapidar a polarização de ideias e rompendo com os equívocos criados sem fundamentos.