A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/05/2020
O filósofo grego Aristóteles disse “o homem é, por natureza, um animal político”. Entretanto, é visível que o panorama juvenil brasileiro não se encontra em acordo com essa máxima. Sem dúvida, pode-se dizer que a situação é extremamente danosa, e se dá por dois fatores principais: o primeiro é a desilusão de muitos com o governo, e o segundo é devido a um sério distúrbio percebido no sistema educacional.
Em primeiro plano, fica explícita a frustração do jovem brasileiro com o cenário político. Tal comportamento se dá perante consecutivas crises políticas, configurando um ciclo infinito que se inicia quando os jovens não exercem integralmente sua cidadania. Dessa forma, são eleitos governantes que nutrem a manutenção de problemas como incompetência e corrupção, conferindo a ciclicidade à questão. Similarmente, este mesmo quadro que conta com soberanos sendo eleitos sem realmente representar a população, se repete em distopias totalitárias, como no livro 1984 de George Orwell.
Em segundo plano, é notório que o anseio político não é estimulado nas escolas. O pedagogo brasileiro Paulo Freire diz que “Educar-se é impregnar cada momento de sua vida com sentido. Infere-se dessa ideia de que a escolarização apropriada é essencial cada aspecto da vida dos discentes com discernimento político, e também capaz de quebrar o circuito contraproducente citado anteriormente. Conforme o pressuposto, fica evidente que a instrução adequada pode acarretar no aumento da participação dos jovens em assuntos governamentais.
Diante disso, é inegável que coexistem duas condições que contribuem para o desinteresse abordado, desalinhando as pessoas de suas tendências naturais propostas por Aristóteles, sendo preciso intervir. Portanto, deve haver o incentivo nas escolas promulgado pelo Ministério da Educação, por meio de mudanças na BNCC (Base Nacional Curricular Comum), fazendo incrementos nas disciplinas de ciências humanas que vão trazer o debate político, além de trazer atividades extracurriculares que serão realizadas após o horário das aulas. Assim, haverá maior presença de um senso coletivo entre a nova geração no que concerne o tema discutido, podendo ainda ocasionar a futura melhora nas condições governamentais atuais supracitadas.