A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/05/2020

A Democracia, surge na Grécia, com o objetivo de dar soberania ao povo e distribuir igualmente o poder entre os cidadãos e é este modelo que o Brasil contemporâneo segue. Nesse contexto, um terço da soberania popular brasileira, ou seja, do eleitorado, é representado por jovens entres 16 e 33 anos, entretanto, esses não realizam bom uso de seus direitos políticos devido à falta de educação política e por se limitarem ao uso de recursos tecnológicos para se expressarem.

O ensino brasileiro é voltado majoritariamente ao mercado de trabalho e por isso se volta mais a educação técnico-científica, sem aprofundamentos sociais ou políticos, deixando o aluno leigo nessas áreas, o que acaba induzindo o jovem a se abster do uso de suas ferramentas civis ou se limitar em usar o voto para delegar seus direitos a um representante em cada eleição, tendo uma participação superficial e fragmentada.

Devido também as falhas do ensino já expostas, ainda que o indivíduo se apresente mais engajado ao meio governamental e possua uma opinião mais crítica, ele não faz bom uso da sua função, pois se limita a se expressar dentro do seu contexto: o mundo virtual, que apesar de ter grande peso no cotidiano, ainda se mostra como instrumento ineficaz de luta cidadã já que muitas das vezes nem sequer é considerado.

Portanto, para que os jovens brasileiros exerçam seu papel político de maneira plena, é necessário que seja introduzido, pelo Ministério da Educação, como metodologia, na Base Nacional Curricular, o ensino histórico crítico para todo o ensino obrigatório formando cidadãos ativos socialmente. E junto a essa medida todo o governo (federal, estadual e municipal) deve passar por uma reforma que o torne congruente com o contexto atual e passe a institucionalizar fóruns virtuais e aderir as redes sociais como veículo de expressão, só assim a sociedade brasileira será melhor.