A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 19/05/2020

O novo eleitor

A participação política dos brasileiros, em geral, tem apresentado relativo crescimento em relação aos anos anteriores, o que é completamente compreensível, uma vez que a democracia brasileira é muito recente. E, mais recente ainda, é a participação do público juvenil nas eleições, fato esse que vem modificando o cenário político, mas nem sempre gera consequências positivas.

Uma característica marcante deste grupo, que pode ser por vezes prejudicial, são suas tendências radicais. Com um espírito revolucionário e o desejo de melhora, cria-se um sentimento de certeza sobre suas opiniões e culmina em se tornar alguém intolerante a críticas e a opiniões contrárias. Essa situação pode ser benéfica para os candidatos, visto que, ganhando esse eleitor, também ganhará um militante em potencial.

Outro ponto a se considerar é a facilidade de manipulação que a juventude sofre, igualmente fruto de suas ânsias por mudanças. O constante bombardeio de informações e sua falta de veracidade tornam o votante vulnerável e influenciável, o que pode resultar em um voto impensado.

Contudo, é fundamental o envolvimento político do jovem para se atingir o resultado mais justo o possível. Esse público representa 1/3 do eleitorado brasileiro e suas necessidades devem ser igualmente contempladas. Para isso acontecer não somente o direito ao voto deve existir, mas meios para que possam participar adequadamente.

A educação aliada a informação gera as mudanças ideais para este cenário. Portanto, é preciso, desde a tenra idade, ensinar a importância do envolvimento político e da verificação da autenticidade das informações. Essas temáticas, aliadas ao estudo da ética, devem ser inseridas, pelo MEC, no currículo escolar, a partir do Ensino Médio. Tal medida inicia os jovens à vida política de forma a estarem mais preparados e manos suscetíveis a manipulação.