A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/05/2020
O ilustre rei do pop, Michael Jackson, em sua música “Men in the mirror” ressalta que para a ocorrência das mutações sociais, o primeiro passo é o comprometimento com ações individuais dos cidadãos. Conquanto, ao observar o cenário brasileiro, nota-se um descompasso à canção de Michael, visto que a participação política do jovem no Brasil ainda encontra barreiras para a sua notoriedade de importância. Isso ocorre devido à baixa mentalidade social, bem como a insuficiência das instituições de ensino acerca desse assunto.
Em primeiro lugar, é válido analisar a baixa mentalidade dos jovens no que diz respeito a importância da participação política. Nessa perspectiva, o Polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, afirma que a sociedade, em decorrência do avanço tecnológico, desenvolveu o individualismo estrutural. Por essa razão, esse público juvenil tende a não se importar com as questões políticas do país, a exemplo do uso do voto que, majoritariamente, só é usufruído por eles quando imposto legalmente. Logo, é preciso que politicas públicas sejam feitas para mitigar à baixa mentalidade ainda pertinente e fortalecida pelo individualismo dito por Bauman.
Em segundo lugar, é imperioso destacar a função das instituições na formação cidadã dos jovens. Sobre isso o sociólogo Émile Durkheim, apresenta em suas teorias que a escola é o mecanismo secundário de socialização. Entretanto, o cenário brasileiro foge desse ideal, haja vista que é pouco disseminado nas escolas a importância da participação política e o procedimento para tal ação. Logo, com a insuficiência de informações por parte dessa instituição, os jovens não se interessam pela questão da democracia, o que evidencia, então, uma reformulação urgente nesse âmbito da aprendizagem.
Portanto, é evidente que a questão política no Brasil precisa ser mais visualizada. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação, desenvolva nas escolas por meio de projetos parlamentares, palestras e rodas de conversas sobre a importância da participação política e seus impactos sociais, que serão ministradas por sociólogos, vista sua alta responsabilidade na formação social da população, a fim de atenuar a baixa mentalidade e a ausência de debates nas instituições de ensino acerca do assunto. Feito isso, os jovens brasileiros, tal como a letra do rei do pop, começaram a agir de forma individual para o bem coletivo nacional verde-amarelo.