A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/05/2020

A ascensão recente de líderes jovens na política, como é o caso de Kim Kataguiri, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) e Katina Vitral, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), retrata a participação política do jovem no Brasil contemporâneo. Tal participação pode ocasionar desde reivindicações em prol dos direitos dos estudantes, como a luta por um transporte gratuito pela qual a UNE aderiu, até mesmo à movimentos partidários como a marcha pró-impeachment, da então presidente Dilma Rousseff, liderada pelo MBL. Entretanto, uma politização precoce e exacerbada, como foi o caso de Dom Pedro II, mostra que mesmo sendo instruído desde sua tenra idade acerca dos pormenores políticos, teve conturbados e desesperançosos momentos no decorrer de seu reinado.

Uma juventude despolitizada pode marcar o início da decadência de uma nação, tamanha é sua importância na sociedade. Pois um desinteresse por parte dos mais jovens na política pode acarretar em um retrógrado jeito de governar, seja por meio de conchavos políticos, seja por meio da alienação da sociedade. Entretanto, movimentos políticos recentes cujos líderes são jovens, tal-qualmente podem causar dano não somente ao bem-estar social da sociedade como um todo, como, também, serem propagadores de ataques diretos à um movimento de oposição específico. O Movimento Brasil Livre foi protagonista em escândalos recentes por proliferar ataques diretos não somente às principais instituições estudantis, como a UNE, mas também contra indivíduos específicos por não partilharem das mesmas visões ideológicas.

Diante do exposto, os representantes atuais são de suma importância para contrabalancear os dois extremos, seja a não participação política, seja o extremismo pelo qual grupos de jovens lideranças podem encabeçar em sua caminhada no meio público. Concomitantemente, a formação acadêmica dos jovens exerce o papel de fortalecer um entendimento mais propício acerca da sociedade, para que o mesmo possua não somente um entendimento de cunho histórico, social e político dos meandres em vigor na nação, mas para que também possam ser preparados para uma participação mais incisiva na política, seja direta ou indiretamente.

Por tudo isso, é imprescindível a participação dos jovens no meio público mas que certas medidas sejam tomadas em prol de uma convivência mais harmônica. O governo estadual deve estabelecer iniciativas que tornem plausíveis a participação dos representantes eleitos em escolas e universidades no decorrer de seu mandato. Além disso, uma aprimoração da grade curricular obrigatória das escolas de ensino fundamental e médio se faz necessária, de modo a incorporar disciplinas políticas para que tal conhecimento possa conciliar com o entendimento das propostas dos então eleitos.