A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 23/05/2020
No filme “A onda”, o professor Reiner fica encarregado de ministrar uma aula sobre autocracia para jovens estudantes do ensino médio. Nesse viés, para tornar o processo pedagógico mais realista, os jovens deviam usar um uniforme, criar uma saudação própria, em pouco tem o fenômeno toma proporções além da sala de aula, o professor tenta encerrar as atividades, mas não obtém êxito. Fora da ficção, a participação política do jovem é importante, visto que eles já mudaram o quadro político do Brasil uma vez, e são fundamentais para mudanças na política brasileira contemporânea.
Mormente, a importância do passado para compreensão do presente é extremamente necessária para uma ampla interpretação e um completo entendimento do cenário político hodierno. Ora, nesse sentido, o movimento “Diretas já”, que aconteceu nos anos de 1983 e 1984, consistiu em milhares de jovens indo as ruas e protestando pelo direito de poder eleger o presidente da república, por meio de eleições diretas, o que posteriori colaborou para o fim da ditadura militar, e a primeira eleição direta em 1989. Logo, frente ao fato histórico supracitado, evidência-se a influência e a relevância do jovem na política do Brasil, e que a instauração de uma república totalmente democrática foi possível devido uma imensurável e exorbitante luta deles, que resistiram bravamente à repressão do regime totalitário brasileiro.
Ademais, a participação política do jovem é fundamental para uma intrínseca e profunda reforma no quadro político da república federativa do Brasil no século XXI. Desta forma, sob tal ótica, popularmente conhecidos como “Caras-pintadas”, foi um grupo de milhões de jovens que oriunda-se em 1992, o qual o escopo máximo era conseguir o impeachment do presidente do país na época, Fernando Collor, o movimento foi importante para cassação do mandato do mesmo, ainda no ano de 1992. Portanto, nota-se que o jovem brasileiro contemporâneo é bastante politizado, e expressa suas vontades de maneira coletiva ou individual, fazendo parte das alterações políticas em consonância com o seu pensamento otimista e futurista juvenil.
Em síntese, são necessárias medidas que estimulem a participação política do jovem no Brasil contemporâneo. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que o Ministério da Cidadania acrescente mais aulas de filosofia na grade curricular do ensino médio, por meio de patrocínio estatal, assim o pensamento crítico e autônomo dos jovens será estimulado, e eles terão uma maior participação política na contemporaneidade. Somente assim, o sistema vigente irá ser resolvido, evitando casos de surgimento de autocracia igual a retratada em “A onda”.