A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 30/05/2020

A começar com o surgimento da democracia a participação dos jovens já era restrita, na cidade de Atenas a atuação era exclusiva aos atenienses maiores de 18 anos com posse de terra. No Brasil contemporâneo, mesmo com medidas que permitam adolescentes de 16 anos possam votar, a juventude ainda se vê afastada das decisões políticas. Uma vez que, não há representatividade dessa camada popular, também, pelo própria ação dos políticos de menosprezar  as ideias advindas deles, além da educação que não impulsiona seus alunos para atuação governamental.

Primeiramente, vale ressaltar que, mesmo com um terço do eleitorado ser composto por pessoas entre 16 e 33 anos, a idade média dos senadores é de 58 anos. Haja vista esse distanciamento entre as gerações gera um conflito, de um lado os jovens vem a política como algo arcaico e imutável, de outro os políticos vem boa parte da população como imaturos e “baderneiros”, menosprezando-os. Um exemplo dessa ação é o caso, no qual, o Presidente Bolsonaro chamou a ativista Greta Thurberg de “pirralha”, e, com isso diminuiu todo o discurso dela.

Outro fator é a Educação, que no Brasil não impulsiona seus alunos a tomarem medidas com um cunho mais político. Pois, ao invés de incentivar discussões com um índole mais politizada, há medidas que querem despolitizar esses locais, o projeto: Escola sem partido. O qual piorará o modo o ensino que leve os alunos a discutirem, tornando estes, provavelmente, menores intelectuais. Afinal, quando não há conversa sobre essas questões muitos serão facilmente manipulados por políticos sofistas, ou seja, aqueles que falam bem ao ponto de convencer outros por meio de seu discurso.

Para evitar a manipulação dos jovens, é necessário, como medida de curto prazo a inserção de palestras nas escolas; por meio da diretoria convidar políticos para palestrarem, de preferência chama-los de diversos partidos ; para que, haja ao menos um contato breve com discussões políticas, com pessoas que tenham uma visão diferente, fazendo com que os jovens pensem mais a respeito. Outra medida, está a longo prazo, deve ser a inclusão de aulas na grade estudantil do fundamental II, por meio de uma reforma nesta. As aulas serão responsáveis por gerar, desde o inicio da puberdade, um pensamento crítico desses alunos. Com isso, alcançando um maior número de maiores intelectuais e também aumentando a participação política dos jovens.