A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/05/2020
Movimento político conhecido como “Diretas Já”, ocorreu na década de 80, tendo como objetivo a retomada das eleições diretas para presidente da república. Esse movimento teve participação de cunho popular que apesar de não ter alcançado seu objetivo de imediato, foi uma marco para a democracia brasileira. Atualmente, dizem que pela forma como os jovens tratam o voto coloca-se em questão se o movimento foi uma batalha em vão. Nesse sentido, o questionamento é se realmente eles não se importam com a política ou se mudaram a forma como fazê-la.
É importante destacar, em primeiro plano, que existe um grande sentimento nacional que votar é uma obrigação e não um direito. Isso pode ser comprovado por meio de dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nos quais somente um em cada cinco-em 2018- dos jovens entre 16 e 18 anos tiraram seu título de eleitor. Dessa forma, nota-se que a cultura fomentada dentro de casa que assuntos políticos devem ser ignorados somada ao pouco preparo que a escola fornece ao aluno de ser um cidadão político ativo, resulta em jovens com ideais que política é assunto que pode ser deixado de lado, e ainda que seu voto não tem grande valor, determinando, infelizmente, uma geração com pensamentos que política é só para alguns.
Entretanto, em segundo plano, é necessário levar em consideração que ser um sujeito ativo politicamente não se restringe a votar. Essa realidade é bem ilustrada por aqueles que buscam o seus direitos e do seu próximo por meio de redes sociais, por exemplo:cobrando o governo, mobilizando uma quantidade significativa de pessoas para irem as ruas em prol de uma causa política, entre outras inúmeras formas. Assim, pode-se perceber que uma juventude participativa e engajada nas questões políticas usando redes sociais, tende a trazer um retorno mais qualitativo em comparação com aqueles que votam por obrigação, construindo um novo caminho para superar obstáculos que a forma tradicional de fazer política demonstra ter.
Dessa forma, apesar de aparentar desinteresse quanto as questões políticas, a juventude do século XXI, tem utilizado meios não convencionais para mostrar sua voz. Contudo, é imprescindível melhorias para que o meio tradicional e não convencional caminhem juntos em prol da nação. De início, a escola deve organizar atividades lúdicas de caráter educacional, que mostrem a importância de ser um cidadão politicamente ativo, e ainda que permita o aluno a ter uma vivência próxima da realidade para fomentar a importância de se discutir e praticar política. Ademais, as família devem promover diálogos, por meio de conversas e interações, mostrando as boas consequências de tratar a política como um assunto primordial para, assim, se alcançar uma juventude consciente politicamente.