A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/05/2020

Durante o governo Collor, houve um movimento estudantil denominado “caras-pintadas”, que tinha como principal objetivo o impeachment do presidente, representando um movimento da juventude do século passado. Contudo, atualmente os jovens não estão sendo tão participativos na política como poderiam estar. Por isso, cabe analisar o motivo que os afastam dessas questões.

É relevante abordar, primeiramente, que a juventude se encontra desiludida pelos governantes do país, o que leva à frustração e ao desinteresse pela política, por uma grande parcela dos jovens brasileiros. Essa indiferença é bastante perceptível quando, em ano de eleição, os jovens que possuem o direito de votar optam por não fazerem, pois entendem mais como uma obrigação.

Paralelo a isso, vale lembrar que o interesse é algo cultural, o comportamento da família reflete no comportamento político de seus filhos. Então, a discussão de maneira saudável em casa abre caminhos para a participação do jovem, o que é muito positivo, pois esse grupo tem o incômodo, a indignação e a vontade de mudança. Assim, a participação se faz importante uma vez que, segundo jurista Ruy Barbosa, “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles”, sendo imprescindível que a juventude passe a se manifestar além das redes somente.

Dessa maneira, pode-se perceber que o debate acerca da participação política do jovem é elementar para a manutenção de seus direitos e deveres, além do potencial que eles possuem para mudança do país. Nessa lógica, é imperativo que as escolas ensinem a importância dessa participação, por meio de palestras e projetos que conduzam o jovem a exercer essa conquista, de modo que os façam entender e prestigiar a política de seu país. Além disso, cabe a família conduzir debates em casa, a fim de desconstruir a ideia de que uma pessoa não é suficiente para que mudanças aconteçam. Feito isso, a sociedade poderá caminhar para a completude da democracia atual.