A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/05/2020
Durante a Grécia Antiga, especificamente na cidade de Atenas, a democracia foi implantada pela primeira vez na história, servindo de base para o regime político brasileiro da atualidade. Entretanto, apesar da participação dos jovens na política ser permitida pela Constituição de 1988, tal atuação é mínima e defeituosa, uma vez que o governo não investe na educação eleitoral e a sociedade subestima o saber dos mais novos.
Inicialmente, é primordial ressaltar que os órgãos públicos são negligentes quanto à importância do conhecimento político na vida dos adolescentes, visto que não há disciplinas na grade curricular obrigatória que abordem, de forma aprofundada, o tema. Essa inação transcende a ficção, como é observada no filme ‘‘Uma Noite de Crime’’, cujo contexto retrata uma realidade caótica perante a inoperância estatal, semelhante à brasileira no âmbito político. Assim, como consequências da ingerência citada, vislumbra-se a alienação dos jovens no que tange aos aspectos eleitorais, seguindo influenciados por outras ideologias ao invés de formular sua própria opinião, e a escolha de representantes que refletem a decisão de uma menor parcela da população, pois a base da pirâmide não participa ativamente das eleições.
Ademais, a sociedade contribuiu com a perpetuação da problemática ao duvidar da capacidade dos jovens de compreender o sistema político brasileiro e não incentivar sua participação. Desse modo, conforme o sociólogo Auguste Comte, é necessário ‘‘ver para prever, a fim de prover’’, ou seja, a nação deveria reconhecer a atuação dos adolescentes como algo essencial para a ascensão da política, prevendo os entraves da continuidade do contexto atual e, dessa forma, exigiria mudanças. Por conseguinte, caso o pensamento comtiano fosse estabelecido, uma sociedade mais justa seria formada, em que o desejo da maioria fosse seguido.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, a questão acerca da participação política do jovem deve ser solucionada. Para que isso ocorra, a Secretaria Especial de Comunicação Social deve transmitir, por meio da criação de propagandas educativas veiculadas por folhetos chamativos e dinâmicos, a mensagem de que a educação política é o alicerce das transformações governamentais e a parcela juvenil representa a esperança da nação.