A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/05/2020

A política brasileira na década de 60, ainda sobre o cenário militar, enclausurou a liberdade política e social, por meio da repressão, resultando numa constante insatisfação dos jovens brasileiros. Um episódio, tendo estopim o assassinato do  jovem Edson Luís, culminou na “Passeata dos 100 mil”, onde estudantes se mobilizaram nas ruas querendo o fim do regime. Visto que, a participação da juventude na política garante resultados, o governo para se beneficiar, escanteia o jovem dessa esfera, ou o influencia a seu favor.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que com a relevância de revogações, os adolescentes são burlados de participar das condutas políticas. Nesse viés, fazendo referência ao poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”, a falta de estímulos, práticas e frequente exclusão, levam os jovens a se distanciarem gradativamente de aderirem ao seu futuro a governação. Como também, não deixá-los a par dos acontecimentos corruptos, que isso advém da falta de investimentos em escolas públicas, retarda-se o conhecimento dos estudantes, postergando numa mudança, fazendo uma crescente de erros que só tendem à repetição.

Vale comentar, em segundo plano, a presença da mídia na formação juvenil. Desde a chegada da tecnologia após a Guerra Fria, esta é usada pera influenciar sobretudo o posicionamento político, seja para beneficiar um candidato, ou o enfraquecer outros, com a famigerada “Fake News”. Esta consiste em criar falsas informações, alegando serem verídicas. Dessa forma, os adolescentes por serem os principais usuários dos meios de comunicação, tornam-se alvos da persuasão, culminando na falta de pensamento crítico pessoal.

Conclui-se que, a entrada do jovem na política brasileira favorece a sua geração, a qual futuramente estará maciçamente engajada nas condutas governamentais. Cabe ao Ministério da Educação proporcionar palestras nas redes públicas fomentando os acontecimentos atuais, estimulando a crítica dos alunos para com o governo, visando melhorias. Como também ao Governo Federal, instituição regulamentadora da internet, fiscalizar a presença das falsas informações, afim de mitiga-las e instituir penalizações devidas para quem continuar a prática. Assim, promove-se o ingresso gradativo da juventude no governo, e rompe com a educação superficial, proporcionando um melhor ensino para os tais futuro da nação.