A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/05/2020
Um terço do eleitorado brasileiro é formado por jovens entre 16 e 17 anos, totalizando mais de quarenta e cinco milhões de pessoas aptas a votar. Esses votos carregam o poder de decidir o resultados das eleições, mas, nos últimos anos, a política não tem sido um campo de ação prestigiado entre a nova geração.
A ocorrência de degradação no campo político vem aumentando com o tempo, e, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o índice da participação dos jovens despencou 40% em 2018, dando a impressão de que a política é um campo selecionado apenas para algumas pessoas.
Antigamente, muitas das manifestações políticas feitas por jovens eram explícitas, e contavam com a participação direta e coletiva dos indivíduos, permitindo um aprofundamento no tema em questão, e, na maioria das vezes conquistando resultados positivos. No entanto, com o desenvolvimento da tecnologia e dos meios de comunicação, o jovem contemporâneo transformou grande parte de suas manifestações em trabalhos explícitos, direcionando suas críticas através de textos, blogs, vídeos, entre outros, criando assim, a figura do manifestante do sofá.
Esse indivíduo não vai ser ouvido, pois essas críticas não carregam o mesmo peso de influência de uma manifestação externa, e, juntando-se isso ao fato de que grande parte dos políticos não descem de seus pedestais para promoverem um diálogo com essa nova geração, o jovem, consequentemente, perde o interesse em assuntos políticos, por ter o sentimento de não pertencimento, e a sensação de exclusão.
Chega-se então a conclusão de que não é possível atribuir a culpa em nenhum dos lados presentes, mas pode-se exigir mudanças de ambos; Como adolescentes que lutem pelos direitos básicos de inclusão na política do país, e políticos que concedam essa permissão e realizem esse acolhimento. Trazendo à tona uma frase da banda Charlie Brown Jr: “Eu vejo na TV, o que eles falam sobre o jovem não é sério. O jovem no Brasil nunca é levado a sério.”