A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/05/2020
Luisa Canziani,de 22 anos, e João Campos, de 24 , são jovens eleitos ao poder Legislativo Federal nas eleições de 2018. Entretanto, no que tange a participação política de cidadãos entre 15 e 29 anos essa é insuficiente, visto que até mesmo o Estatuto da Juventude prevê° no seu 2 ° artigo que se deve promover a representatividade dessa geração. Além disso, vale ressaltar que em sua maioria, os jovens poucos que foram eleitos ,como os supracitados, são de famílias tradicionais desse setor da sociedade. Assim, não só pode-se afirmar os feitos juvenis durante a história do Brasil, como também a necessidade de uma nova política.
Em primeiro viés, o movimento das “Diretas Já”, e dos “Caras Pintadas” , foram protagonizados pela luta juvenil. Dessa forma, pode-se afirmar o papel político dos jovens durante a Ditadura Militar e no início da república, durante o Impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Porém, esse ativismo não durou muito tempo, uma crise de identidade política se instaurou no Brasil por conta da inércia da velha política, marcada pela corrupção, de maneira que os brasileiros, principalmente, o novo eleitorado decidisse se abster do voto e das discussões sobre o Estado. Nesse contexto, foi apenas em 2016 ,durante a ocupação das escolas, que a geração Z, mostrou sua voz e que não e desistiu da política do filósofo Michel Foucault, que diz que talvez o silêncio seja a principal arma.
Em segundo viés, de acordo com o site Exame, em uma pesquisa de 2018, quando os candidatos são mulheres, eles tendem a ser mais novos, e conforme a faixa etária aumenta, o domínio do sexo masculino aumenta. Desse modo, observa-se que o fim da velha política vai vir em parceria a maior participação política feminina, visto que essas pensam menos como o filósofo Platão, que escreveu que para uma democracia perfeita os “sábios”, ou seja os mais velhos deveriam governar. Nesse sentido, a politização juvenil é necessária para que ocorra uma nova política que pregue menos as divisões partidárias e mais a ética para a população brasileira.
Portanto, a participação política do jovem no país precisa ser resolvida, visto que no passado pessoas dessa faixa etária mudou a história da nação e que só ela pode agora compor uma nova política. Logo, cabe ao Estatuto da Juventude que coloque em vigor o seu 2° artigo que prevê uma maior representatividade de cidadãos entre 15 e 29 anos, por meio do cumprimento da Lei 12852/13. Isso será feita a fim de que a geração Z lute pelo que ela acredita, tendo movimentos como inspiração as “Diretas Já” e os “Caras Pintadas”, antes que o silêncio continue sendo usado como arma para representar a insatisfação contra a corrupção, assim, novos nomes, não só ligados à famílias tradicionais no governo representaram a nação brasileira.