A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/05/2020
Nos últimos anos, um processo, protagonizado pelas redes sociais, aproximou o cenário político ao brasileiro médio. Nesse sentido, movimentos jovens sentem-se confortáveis para participar do debate público. Porém, os três poderes falham em atrair a participação dos jovens, uma vez que o processo para ingressar nesse setor é muito burocrático e algumas velhas práticas, que obstruem a renovação política, continuam acontecendo.
Nesse contexto, deve-se ressaltar que a renovação política é de suma importância para a boa gestão do país. De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva, mais de 90% dos brasileiros não se sentem representados na política. No que tange a isso, para o filósofo Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um organismo vivo, desse modo, suas necessidades e pensamentos mudam constantemente, e assim a política deve adequar-se. Por consequência, o ingresso de jovens deve ser estimulado, pois estes representam novos setores da sociedade, que também devem ter representação adequada entre os poderes.
Dessa forma, alguns movimentos sociais tornam-se imprescindíveis para que o poder público continue alinhado com a sociedade. Por isso, a rede social assume o papel de integrador desses diferentes movimentos, ao surgir como ambiente de debate democrático e acessível, que tem o potencial para alcançar parcelas da sociedade que não têm o conhecimento de como funciona a administração pública e o papel dos diferentes entes que a realizam.
Portanto, nota-se que os jovens mostram-se como uma forma de representação, não somente de novos setores, mas também de setores em formação. Logo, é necessário fomentar a prática política nas escolas, porém sem ideologias. Deve-se criar um ambiente onde os jovens possam compreender o âmbito público e seus mecanismos, e, por meio do estudo, possam decidir seu posicionamento, e assim possam tomar decisões racionais e contribuir democraticamente para o avanço do nosso país.