A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/05/2020

A civilização grega, responsável pelos primeiros ideais democráticos, diziam que essa postura deveria ser comprometida com os interesses do povo, pelo povo e para o povo, infelizmente, hoje, percebemos que os políticos brasileiros estão cada vez mais distantes do sentido original da palavra política. Nessa conjuntura, muitos jovens ao acompanharem notícias ruins em relação à política, perdem o interesse por este tema. Desta forma, a necessidade de incentivo estatal na participação do jovem como agente transformador de mudanças sociais, juntamente com a falta de ensino político nas escolas, corrobora para a atual conjuntura.

É importante considerar, antes de tudo, que a falta de estímulo na atuação do jovem com a sociedade é imprescindível. Com isso, vê-se uma timidez da juventude, reflexo de uma sociedade no qual a participação juvenil é muito ausente, mas também de um pensamento que enxerga que nas redes sociais sua pronúncia é valorizada. Neste sentido, o encorajamento dos jovens se faz necessário, pois, nas redes sociais sua participação acontece de forma indireta, diferente das manifestações e movimentos, em que o resultado é mais efetivo, como por exemplo, o movimento ‘‘Caras-pintadas’’, de 1992, com o objetivo principal, o impeachment do presidente do Brasil.

É válido ressaltar, ainda, que a falta de uma educação política nas escolas agrava a situação. A escritora austríaca Marie Von Ebner disse que, ‘‘quando somos jovens aprendemos, quando somos velhos entendemos’’, diante dessa lógica, percebe-se que a juventude é um período de aprendizado para o desenvolvimento da sociedade. Assim, contata-se a utilidade do aprendizado político nas escolas, em que irá fazer surgir jovens com pensamentos críticos com relação à administração do país, por conseguinte, maior participação na democracia brasileira.

Torna-se evidente, portanto, medidas que atenuem tais problemática para fazer surgir um espirito de comprometimento do jovem com a política brasileira. Cabe as mídias, através das redes sociais, local de maior aglomeração de jovens, a criação de campanhas publicitárias, que instrua e mostre a eles seu papel de agente transformador da sociedade, com intuito de fazer com que percebam sua significância diante de uma comunidade democrática. Outrossim, compete ao Ministério da educação, por meio das instituições educacionais, a implementação de uma disciplina política, a fim de passar todo conhecimento sobre administração de um país para os alunos, assim terão em sua formação acadêmica um amplo conhecimento sobre política e consequentemente irão opinar cada vez mais e mostrar suas insatisfações sobe o governo. Desta maneira, mostrarão uma verdadeira participação jovem na política.