A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/05/2020

É consenso que a participação dos mais novos na administração do Brasil traz divergências de opiniões, principalmente, aos que buscam políticas sem viés ideológico. Dentre tantos motivos relevantes, destacam-se: manipulação partidárias dentro das instituições de ensino e a liberdade de escolha dos jovens na política.

Sabe-se que nas universidades e escolas brasileiras o sistema ideológico partidário dos docentes é ativo, com isso os jovens são doutrinados a posicionar-se precocemente na polarização que o país vive, não assimilando todas as visões e não adquirindo um conjunto de convicções próprias. De forma que as manifestações da década de noventa são provas disso, jovens militavam por questões organizadas por representantes acadêmicos com ligação a partidos políticos que com o decorrer dos anos mostraram-se corruptos, como o Partidos dos Trabalhadores. Além disso o movimento Escola Sem Partido vem ganhando notoriedade, pois apresenta a insatisfação de pais e alunos no desvio de função das instituições acadêmicas e buscam respaldo na Constituição Federal a qual garante o direito à liberdade de escolha e a neutralidade política do Estado nas agremiações.

Por oportuno, merece ênfase a liberdade de escolha que a internet  traz aos jovens, pois, os quais conseguem informações neutras, fartas, técnicas e sem a deplorável ideologia e com detrimento a telejornais com pautas de interesse próprio e instituições partidárias que obstruem uma análise ampla das opções. Ressaltam-se as eleições de 2018 que o Presidente da República e os representantes do Legislativos consagraram-se vitoriosos nas urnas com pequenos orçamentos e com grande utilização da internet. Destacam-se ainda as manifestações de 2015 nas ruas, as quais tiveram uma participação importante dos jovens que usavam a rede mundial de computador para assimilar o momento político no pais e convocar os protestos contra o governo corrupto daquele momento.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, essa ideologia, estabelecida pelo filosofo do relativismo moderno Immanuel Kant, em que a educação é capaz de configurar as relações éticas e morais, reflete sobre como a educação influência na formação de caráter. De modo que Governo Federal junto com MEC devem desenvolver aplicativos e centrais de denúncias àquelas que sofrem com profissionais que usam a rede de ensino para militância, apurando e aplicando o direito e deveres já existente na Carta Magna. Para que a liberdade dos jovens sejam ampliadas as Secretárias Estaduais e Municipais precisam firmar parcerias com empresas de internet e de computadores, a fim que disponibilizem a todos os estudantes essa importante ferramenta para aquisições de ideias amplas e próprias.