A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/05/2020

Muito se tem discutido sobre a questão da participação política dos jovens no Brasil. Por essa razão, fica explícita a necessidade de debater como falta de interesse de grande parte da sociedade em ter a presença dos jovens na política entrelaçado a banalização dos adolescentes pelo assunto agravam, ainda mais, o já grave cenário dessa problemática.

De início, percebe-se que parte da população acha que política não é assunto para os jovens. Segundo o filósofo e educador colombiano Bernardo Toro: “A construção de uma sociedade democrática e produtiva requer que as criança e jovens recebam informações e formação que lhes permitam atuar como cidadãos.” No Brasil contemporâneo, o que acontece vai contra os pensamentos do educador. Muitas vezes, os pais não educam politicamente seus filhos por acharem um assunto muito sério para pessoas imaturas. Com o escanteamento dos crianças e adolescentes, pode ocorrer diversos problemas futuros. Um exemplo desses problemas é que, uma hora, essas crianças votarão e, sem uma base de conhecimentos políticos, ficarão perdidos na hora de eleger um político para representar os interesses da sociedade. Portanto, é notório que esse cenário precisa ser mudado, para que não existam erros como esses nas horas das eleições.

Além desse fator, nota-se uma extrema banalização dos jovens quando se trata de política. A maioria da população juvenil acha uma assunto chato e muito difícil de entender. Por não serem familiarizados com o conteúdo e por não terem essa educação política em casa ou na escola, as crianças crescem ignorando o assunto. Com isso, ao começar a ter direito ao voto, são pessoas controladas por quem entende da temática. De acordo com Platão: “O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior.” Mesmo sendo um filósofo tão antigo, ainda traz uma questão de reflexão para a sociedade contemporânea.

Por todos esses aspectos, percebe-se que a o desinteresse de inserir os jovens na política e a banalização desses futuros cidadãos pela temática estão presentes nesse cenário. Logo, é necessário que a escola invista em uma educação política no cotidiano das crianças e adolescentes, através de um novo componente curricular voltado somente para ciências politicas, a fim de familiarizar esses jovens com a temática. Além disso, é importante também que a família, com subsídio da mídia, estimulem o interesse dos adolescentes pelo assunto, através de conversas constantes no meio familiar e de propagandas midiáticas com o objetivo de reforçar a importância da participação política dos jovens. Feito isso, a falta de conhecimento de assuntos políticos diminuirá, todos estarão cientes da importância do seu voto e poderão eleger os representantes certos.