A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/05/2020
Quando jovens pegaram em armas para o combate do regime autoritário da Era Vargas, certamente foi pensando em um futuro que não se permitisse irregularidades antidemocráticas. Não que o jovem do século XXI tenha que pegar em armas, mas é indubitável que a sua participação política faça a diferença, seja cobrando das autoridades governamentais uma manutenção das vontades populares, ou intervindo na formulação de um país democraticamente estável.
A internet é o principal meio de informação e manifestação política do jovem, no entanto sua opinião não é genuinamente levada a sério, o que demonstra que é preciso uma participação mais física. As passeatas são um exemplo disso, pois demonstram união e força popular, muitas vezes não levadas em consideração. É justamente essa falta de atenção e comprometimento que faz com que muitas pessoas sejam céticas ás mudanças políticas.
É incontestável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, é possível perceber que as autoridades políticas não se importam o suficiente com que a população jovem pensa, desconsiderando suas opiniões e vontades, rompendo com o pensamento de Aristóteles.
Destarte, a Secretária da Educação deve implementar discussões nas escolas sobre o que seria adequado para um Brasil melhor, promovendo debates. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas podem mudar o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, nas escola, palestras ministradas por agentes políticos e especialistas, afim de incentivar os jovens a cobrarem os seus direitos.